Presidente diz que R$ 11 milhões sacados entre 2021 e 2025 cobriram custos cotidianos do clube, incluindo serviços pagos em dinheiro, e que todas as operações são auditáveis
Em meio a uma crise política e financeira no São Paulo, o presidente Julio Casares apresentou defesa no processo de impeachment e explicou os saques de R$ 11 milhões das contas do clube, realizados entre 2021 e 2025.
Casares classificou os retiradas como gastos operacionais cotidianos, citando exemplos como pagamentos em espécie a serviços de arbitragem e despesas relacionadas aos jogos.
O documento com as justificativas foi encaminhado ao Conselho Deliberativo, conforme informação divulgada pelo GE.
O que diz a defesa
A defesa de Julio Casares afirma que os saques de R$ 11 milhões foram utilizados para cobrir despesas rotineiras do clube e que todas as operações obedeceram aos limites da lei, podendo ser submetidas a auditoria para comprovar sua legalidade.
Segundo o documento, os valores não teriam qualquer relação com a vida financeira pessoal do presidente, e a prestação de contas estaria disponível para verificação pelos órgãos competentes.
Detalhes e valores apontados
No relatório apresentado ao Conselho, a diretoria aponta que, deste montante, R$ 8,23 milhões seriam de “despesas operacionais dos jogos”, incluindo pagamentos em dinheiro a fornecedores e serviços ligados às partidas.
O documento também indica que o “restante dos valores, cerca de R$ 5 milhões, seriam utilizados para pagamento de premiação aos jogadores”, os chamados “bichos”, prática tradicional no clube, segundo a defesa.
Contexto do processo e da crise
O esclarecimento é apresentado enquanto o processo de impeachment contra Casares segue em tramitação no clube, com votação prevista para sexta-feira, 16.
A divulgação dos saques ocorre em um momento de desgaste político e financeiro dentro do São Paulo, e a defesa busca assegurar que as movimentações foram por motivo operacional e sujeitas a auditoria.
Próximos passos e possibilidade de auditoria
Com o documento anexado à defesa, o caso avança para análise dos conselheiros, e a possibilidade de auditoria independente é apontada como mecanismo para confirmar a legalidade das operações.
Enquanto isso, o debate interno no São Paulo deve se intensificar até a votação, com membros do Conselho Deliberativo avaliando as explicações sobre os saques de R$ 11 milhões e as justificativas apresentadas por Julio Casares.
