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17. março 2026

Dança das cadeiras de técnicos na Europa em 2025/2026, 24 trocas nas cinco principais ligas e por que clubes seguem lógica parecida com o Brasil

Xabi Alonso no Real Madrid e outras demissões ampliam a dança das cadeiras de técnicos na Europa, com pressões internas, resultados ruins e troca rápida de comando

A demissão de Xabi Alonso do Real Madrid ampliou a lista de clubes europeus que realizaram trocas de comando técnico no futebol europeu ao longo da temporada 2025/2026, que ainda está na metade.

Nas cinco principais ligas do Velho Continente – Inglaterra, Espanha, Itália, França e Alemanha -, foram 24 mudanças.

O número ainda está longe dos que são praticados no Brasil, como mostram as 22 demissões somadas no Brasileirão ao longo de 2025, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que a dança das cadeiras de técnicos na Europa cresceu

Clubes europeus têm substituído treinadores por motivos semelhantes aos do futebol brasileiro, com pressão por resultados imediatos e preocupação com a imagem do clube.

Entre os gatilhos mais citados estão o treinador que “perde o vestiário”, resultados ruins em jogos decisivos e derrotas em clássicos, que trazem humilhação e reações rápidas da diretoria.

Além disso, a combinação de imprensa intensa, redes sociais e elenco de estrelas aumenta a volatilidade, porque um erro de gestão vira crise pública em poucas horas.

Casos recentes que ilustram a tendência

Os primeiros dias de 2026 trouxeram reformulações em grandes clubes. No primeiro dia do ano, o Chelsea anunciou a demissão de Enzo Maresca, após 18 meses de um trabalho que teve como ponto alto a conquista do Mundial de Clubes, e tirou Lian Rosenior do Strasbourg, da França.

Pouco depois, foi a vez de o Manchester United dar fim à passagem de Rúben Amorim, treinador que se tornou sensação pelo trabalho realizado no Sporting. O ex-volante Michael Carrick foi o escolhido para assumir o cargo.

A mais recente troca foi no Real Madrid, agora com Álvaro Arbeloa promovido ao cargo de treinador do time principal após experiência no Real Castilla. Xabi Alonso não conseguiu domar as estrelas madrilenhas e chegou até a ser xingado por Vinícius Júnior durante uma substituição.

Ele teve apenas sete meses de trabalho e, durante boa parte desse período, precisou lidar com pressão interna e externa. A responsabilidade era grande, pois substituía Carlo Ancelotti, que encerrou trajetória de quatro anos pelo clube merengue para assumir a seleção brasileira.

Xabi está entre os 10 treinadores que tiveram menos tempo de comando no Real Madrid ao longo do século 21, em oitavo lugar, logo acima do brasileiro Vanderlei Luxemburgo (1 ano) e do chileno Manuel Pellegrini (11 meses).

A passagem mais curta de um treinador pelo clube foi de Julen Lopetegui, em raro trabalho de apenas 11 semanas, encerrado após uma goleada por 5 a 1 para o Barcelona.

Panorama por ligas e exemplos

A Premier League, constantemente apontada como o modelo ideal de liga, é a competição que mais registrou trocas de comando. Além de Manchester United e Chelsea, também realizaram mudanças o Wolverhampton, o West Ham e o Nottingham Forest – este último duas vezes.

Ange Postecoglou, que substituiu Nuno Espírito Santo no Forest, ficou apenas 39 dias no comando da equipe, demitido duas semanas depois após ser campeão da Liga Europa.

Depois, vem a Espanha e a Alemanha, com cinco trocas de comando técnico. Os campeonatos Italiano e Francês tiveram quatro mudanças de treinador cada.

VEJA OS TIMES DA EUROPA QUE DEMITIRAM OU PERDERAM TÉCNICOS EM 2025/2026

Campeonato Alemão: Erik ten Hag (Bayer Leverkusen),Gerardo Seoane (Borussia Mönchengladbach), Paul Simonis (Wolfsburg), Sandro Wagner (Augsburg) e Bo Henriksen (Mainz 05).

Campeonato Espanhol: Xabi Alonso (Real Madrid), Sérgio Francisco (Real Sociedad), Luis Carríon (Real Oviedo), Julián Calero (Levante) e Veljko Paunovic (Real Oviedo).

Campeonato Francês: Liam Rosenior (Strasbourg), Franck Haise (RC Lens), Luís Castro (Nantes) e Adi Hütter (Monaco).

Campeonato Inglês: Rúben Amorim (Manchetser United), Enzo Maresca (Chelsea), Vítor Pereira (Wolverhampton), Nuno Espírito Santo (Nottingham Forest), Ange Postecoglou (Nottingham Forest) e Graham Potter (West Ham).

Campeonato Italiano: Ivan Juric (Atalanta), Stefano Pioli (Fiorentina), Patrick Vieira (Genoa) e Igor Tudor (Juventus).

O movimento mostra que a dança das cadeiras de técnicos na Europa não é mais exceção, e sim uma resposta comum a pressões esportivas, econômicas e de imagem. Clubes que antes tinham maior paciência agora optam por mudanças rápidas, na busca por resultados imediatos e por acalmar torcidas e patrocinadores.

Enquanto a temporada 2025/2026 segue, é provável que a tendência continue, com novas decisões impulsionadas por contratempos em campo e por choques entre comando técnico e elenco.

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