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17. março 2026

Alerta Social: Brasil registra aumento de 365 mil pessoas em situação de rua, revelam dados da UFMG

Aumento Alarmante: População em Situação de Rua no Brasil Cresce para Mais de 365 Mil Pessoas

Um novo estudo divulgado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) revela um cenário preocupante em relação à população em situação de rua no Brasil. Os dados, coletados pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua (OBPopRua/Polos-UFMG), indicam um aumento significativo de indivíduos vivendo sem moradia fixa no país.

No final de 2024, o número de pessoas em situação de rua atingiu a marca de 365.822. Este dado representa um crescimento expressivo em comparação com o levantamento anterior, realizado em dezembro de 2024, que registrava 327.925 pessoas. A pesquisa utiliza como base o Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), ferramenta essencial para a gestão de políticas sociais e distribuição de benefícios.

O levantamento da UFMG também aponta para uma tendência de crescimento contínuo desde 2022. Após uma queda observada entre 2020 e 2021, período marcado pelo início da pandemia da COVID-19, o número de pessoas em situação de rua voltou a subir, evidenciando a necessidade de ações mais eficazes para mitigar essa realidade.

Sudeste Lidera Concentração de Pessoas em Situação de Rua

A Região Sudeste do Brasil concentra a maior parte da população em situação de rua, totalizando 222.311 pessoas, o que corresponde a 61% do total nacional. O estado de São Paulo se destaca tristemente, abrigando 150.958 indivíduos nessa condição. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 33.656 pessoas, e Minas Gerais com 33.139.

A Região Nordeste figura como a segunda com maior número de pessoas em situação de rua, somando 54.801 indivíduos. Em contrapartida, o Amapá apresenta o menor índice, com apenas 292 pessoas nessa situação, segundo os dados divulgados.

Fatores Que Contribuem Para o Aumento da População em Situação de Rua

Pesquisadores do OBPopRua/Polos-UFMG apontam quatro fatores principais que explicam o aumento da população em situação de rua. Um deles é a persistência da **fome e da insegurança alimentar**, mesmo com a diminuição de casos graves. Robson César Correia de Mendonça, do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, ressalta que muitas pessoas enfrentam o dilema entre pagar aluguel ou comprar remédios.

“Existem pessoas que não conseguem se alimentar porque tem que pagar o aluguel ou porque tem que comprar remédio”, afirma Mendonça. Ele exemplifica a dificuldade com custos de tratamentos médicos, como uma máscara que custa R$ 6 mil e outros medicamentos entre R$ 700 e R$ 800, tornando inviável arcar com as despesas básicas com um ou dois salários mínimos.

Outro fator apontado é o **avanço tecnológico**, que, segundo Mendonça, dificulta a reinserção de pessoas no mercado de trabalho, especialmente quando não há programas de reciclagem profissional. A falta de oportunidades e a dificuldade de acesso a empregos dignos agravam a situação.

Soluções Propostas e Ações em São Paulo

Para reverter esse quadro, Mendonça defende **capacitação profissional**, o **enfrentamento ao preconceito** e políticas voltadas para **moradia e emprego**. Ele enfatiza a necessidade de tratar a população em situação de rua como cidadãos desempregados, com oportunidades de reintegração ao mercado de trabalho, e não como um grupo marginalizado.

A Secretaria de Desenvolvimento Social de São Paulo informou que tem trabalhado em conjunto com os municípios para reduzir o número de pessoas em situação de rua. Desde o início da gestão, R$ 633 milhões foram repassados às prefeituras, sendo R$ 145,6 milhões destinados especificamente para ações voltadas a essa população.

A pasta também destacou a ampliação de serviços como as unidades do programa Bom Prato, que oferece alimentação acessível, e o Serviço de Acolhimento Terapêutico Residencial, que visa a conquista da autonomia para pessoas afetadas pelo uso de substâncias psicoativas. O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ainda não se pronunciou sobre o levantamento.

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