Na Supercopa Grão-Pará, final no Mangueirão coloca o Remo como favorito pela torcida e o Águia de Marabá como franco-atirador, buscando projeção e confiança já no início da temporada
O encontro entre Águia de Marabá e Remo decide a Supercopa Grão-Pará neste domingo, às 17h, no Mangueirão, em Belém, em um duelo que remete à final do estadual de 2023.
Comandado por Júlio Cesar Nunes, o Águia chega como franco-atirador, apostando na pré-temporada e na preparação para tentar surpreender o time azulino diante de sua torcida.
O técnico destaca que a partida é também uma vitrine para atletas e comissão técnica, e que o clube trabalha para chegar competitivo à decisão, conforme informação divulgada pelo Jornal Amazônia.
Preparação e modelo de jogo
Júlio Cesar, de 41 anos, afirmou que o tempo de trabalho pode ser diferencial para o Águia. Em suas palavras, “[O Remo] vai ter o torcedor a seu favor em grande número, mas estamos muito confiantes no trabalho que a gente vem realizando na pré-temporada. Começamos com antecedência, conseguimos fazer bons amistosos. Então esse tempo de preparação pode ser o diferencial para essa partida”, afirmou.
O treinador fez questão de ressaltar que a pré-temporada foi montada em cima do modelo de jogo do clube, e que os últimos dias foram dedicados a ajustes finos, para consolidar a solidez defensiva e a eficiência nas oportunidades.
Postura em campo e foco nos detalhes
Na visão do treinador, a decisão deve ser definida por pequenas diferenças. Ele disse, “Estamos confiantes de que a gente pode, sim, surpreender o adversário com muito foco, um nível de concentração alto, e eu tenho certeza de que o jogo vai ser decidido nos detalhes”, completou.
Ao enfatizar a necessidade de atenção tática, Júlio Cesar destacou que busca uma equipe organizada e capaz de aproveitar as chances, especialmente jogando fora de casa, em um estádio com ampla presença de torcedores do Remo.
Responsabilidade do Remo e ambição do Águia
O técnico deixou claro o papel de cada time na final, ao apontar que a maior responsabilidade está com o adversário. Ele afirmou, “A responsabilidade é toda do Remo, é o clube que mais investiu, joga na sua casa, e a gente vai como franco-atirador. A gente tem um investimento também considerável para um clube do interior, mas levamos isso com muita motivação”, destacou.
Essa leitura reforça a postura do Águia de Marabá, que busca o papel de azarão inteligente, explorando organização e contragolpes para tentar desequilibrar o confronto.
Vitrine, impacto no ano e calendário
Além do peso do título, Júlio Cesar ressaltou que vencer a Supercopa Grão-Pará abriria perspectivas para a temporada inteira. Segundo ele, “É um jogo grande, que pode servir de vitrine para os atletas e para todos da comissão, para a gente realizar um grande trabalho e, quem sabe, merecer um grande título para dar alegria ao nosso torcedor do Águia”, falou.
O técnico também pontuou a importância de começar o ano com um troféu: “Começar o ano já com o título é muito importante a nível de confiança, a nível de trazer o torcedor para o nosso lado. Esse título, com certeza, já daria essa confiança e traria mais torcida para o estádio”, concluiu. O Águia é um dos representantes do Pará em competições nacionais neste ano, como Copa do Brasil, Copa Verde e Série D, e uma conquista já no início do calendário pode influenciar a temporada.
Nos dias que antecedem a final, a comissão técnica também monitora movimentações do mercado, como comentou o treinador: “A gente vem montando a nossa pré-temporada em cima do nosso modelo de jogo. Deixamos essa última semana para ajustes, em cima daquilo que a gente acredita, e também estamos atentos às contratações que o Remo vem realizando, para não ser surpreendido”, disse.
