Com o transfer ban em vigor por dívida ao Atlanta United, o Botafogo enfrenta a possibilidade de emprestar reforços contratados para 2026, além de acelerar vendas para equilibrar contas
O Botafogo pode ter mais baixas no seu elenco no início da temporada de 2026, se o **transfer ban** aplicado pela Fifa continuar em vigor, pois a restrição impede a inscrição de novos jogadores nas competições.
O imbróglio financeiro decorre de uma dívida com o Atlanta United, dos Estados Unidos, e tem impacto direto na utilização dos reforços contratados neste ano, que podem ser emprestados para manter ritmo de jogo até a situação ser resolvida.
As informações sobre o caso e os desdobramentos foram publicadas em reportagens com detalhamento das dívidas e das negociações, conforme informação divulgada pelo O Globo.
Transfer ban e o montante da dívida
A penalidade da Fifa foi aplicada no final de 2025 por conta de uma dívida de **US$ 21 milhões (R$ 111,5 milhões na cotação atual)**, referente à contratação do argentino Thiago Almada pelo Botafogo.
Além do valor principal, o clube também deve outros **US$ 9 milhões (R$ 47,8 milhões)** em bônus contratuais e cláusulas de transferências, e a dívida segue ativa no momento.
Enquanto o acordo não é fechado, o **transfer ban** impede o registro de atletas, afetando diretamente o planejamento do elenco para 2026.
Impacto imediato no elenco e opção por empréstimos
Por conta da restrição, o Botafogo segue impossibilitado de inscrever os recém-contratados, entre eles os zagueiros Riquelme e Ythallo, e o atacante uruguaio Lucas Villalba, que podem precisar ser emprestados.
Emprestar as peças contratadas é apontado como alternativa para que os atletas mantenham ritmo de jogo e valor de mercado, até que um acordo com o Atlanta United seja fechado e o **transfer ban** seja levantado.
Vendas, receitas e declarações da diretoria
O clube já sinaliza que precisará efetuar vendas para se manter, e a direção admite a necessidade de negociações para ajustar as finanças internas.
Na sequência das negociações, o diretor de gestão esportiva, Alessandro Brito, afirmou, “Uma situação que a gente pode falar que trabalhamos no dia a dia e fatalmente precisamos e existe é uma necessidade de venda de alguns jogadores. Posso dizer que 90% do elenco teve propostas, isso mostra a qualidade e o caminho que o Botafogo está tendo nesses anos“, disse o dirigente.
Recentes saídas já ocorreram, como a do volante Marlon Freitas, negociado com o Palmeiras por **5,4 milhões de euros (R$ 33,6 milhões)**, e do meia Jefferson Savarino, que trocou o clube pelo Fluminense.
A única venda para o exterior mencionada foi a do zagueiro David Ricardo, de 23 anos, que acertou com o Dínamo Moscou por cerca de **6,5 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhões)**, valor que, segundo relatos, pode ser usado para quitar vencimentos atrasados.
Cenário esportivo e os próximos passos
Enquanto a diretoria busca um acordo com o Atlanta United, conforme comunicado publicado anteriormente pelo clube, o Botafogo tenta minimizar impactos no grupo e na temporada.
O clube chegou a afirmar, em nota, “O Botafogo informa que, nas últimas semanas, manteve conversas construtivas com representantes do Atlanta United, da MLS, em busca de um acordo relacionado ao caso de Thiago Almada. O Botafogo espera ter o tema resolvido antes do início ou logo no começo da janela de transferências“, escreveu o clube à época.
O Alvinegro volta aos gramados no próximo sábado, 24, às 21h, diante do Bangu, pelo Campeonato Carioca, partida que pode mostrar o time em um momento de transição até que o **transfer ban** seja resolvido.
