Canadense se passou por piloto e viajou de graça em voos comerciais por quase quatro anos nos EUA
Um ex-comissário de bordo canadense, Dallas Pokornik, de 33 anos, está no centro de uma investigação nos Estados Unidos por supostamente ter se passado por piloto para conseguir viajar gratuitamente em centenas de voos comerciais. O esquema teria durado aproximadamente quatro anos, sem que ele possuísse qualquer licença para pilotar aeronaves.
Pokornik foi detido no Panamá e posteriormente extraditado para os Estados Unidos, onde foi formalmente acusado de fraude eletrônica em outubro do ano passado. A Justiça americana detalha que ele utilizava um crachá de identificação funcional falso para se apresentar como tripulante ativo, inclusive solicitando assentos na cabine de comando com a falsa alegação de ser piloto.
Segundo as autoridades, o canadense trabalhou como comissário de bordo para uma companhia aérea de seu país natal entre 2017 e 2019. Após deixar o emprego, teria iniciado a fraude. As companhias aéreas lesadas não foram divulgadas oficialmente, mas o processo menciona empresas com sedes em Honolulu, Chicago e Fort Worth. Conforme informação divulgada pelo Distrito do Havaí do Departamento de Justiça norte-americano, se condenado, Pokornik pode pegar até 20 anos de prisão e pagar uma multa de até 250 mil dólares.
O esquema detalhado da fraude
A acusação aponta que Dallas Pokornik, natural de Toronto, no Canadá, utilizava um cartão de identificação funcional falsificado para enganar as companhias aéreas. Ele se apresentava como piloto, uma profissão que exige rigorosa formação e licenciamento. A estratégia permitiu que ele obtivesse acesso a centenas de voos sem custo algum.
O detalhe mais grave da acusação é que Pokornik chegou a solicitar assentos na cabine de comando, a área restrita aos pilotos. Ele alegava estar em serviço, apesar de não possuir a devida licença para operar aeronaves. Essa prática, além de fraudulenta, representa um grave risco à segurança aérea.
Defesa e próximas etapas do processo
Diante das acusações, Dallas Pokornik declarou-se inocente. No entanto, um juiz federal determinou que ele permaneça sob custódia, aguardando o desenrolar do processo judicial. A defesa buscará provar a inocência do ex-comissário de bordo, enquanto a acusação trabalha para reunir evidências que sustentem as alegações de fraude eletrônica.
Penalidades em caso de condenação
As consequências para Dallas Pokornik, caso seja considerado culpado, são severas. A fraude eletrônica, conforme a legislação dos Estados Unidos, pode acarretar em uma pena de até 20 anos de reclusão. Além disso, uma multa substancial, que pode chegar a 250 mil dólares, e um período de liberdade condicional também fazem parte das possíveis sanções.
Companhias aéreas mencionadas pela imprensa norte-americana não comentaram o caso quando procuradas. A investigação segue em andamento, e o caso de Pokornik levanta preocupações sobre os mecanismos de segurança e verificação de identidade dentro do setor aéreo, especialmente no que tange ao acesso à cabine de comando.
