Nova posição da cabine do VAR visa reduzir vazamento de áudio e padronizar comunicação, enquanto CBF fecha contratos com 72 profissionais e amplia regras de promoção e rebaixamento
A Confederação Brasileira de Futebol anunciou mudanças na estrutura do VAR para a temporada de 2026, com alteração no local da cabine durante as partidas, e medidas para professionalizar a arbitragem.
Segundo a CBF, a mudança busca melhorar a qualidade do áudio e a clareza na comunicação entre árbitros em campo e a equipe de vídeo, parte de um pacote maior de contratações e investimentos.
No pacote também estão contratos para 72 profissionais e um aporte financeiro para implementação das novas regras e formação, com critérios de promoção e rebaixamento por desempenho, conforme informação divulgada pelo Estadão.
O que muda na cabine do VAR
A alteração mais imediata é física, a cabine do VAR passará a ficar posicionada do outro lado do campo. A intenção é reduzir interferências e tornar a transmissão de áudio mais estável, para que a equipe em campo receba orientações mais claras e padronizadas.
Sobre a mudança de local, Netto Góes, presidente do Grupo de Trabalho de Arbitragem, afirmou textualmente, “A área de revisão passa a estar agora do outro lado do campo, onde o áudio pode ter mais tranquilidade, vai ter menos vazamento de áudio, de voz dentro do microfone do áudio, e fazendo uma comunicação mais clara, direta e padronizada com isso”.
Com a nova posição, a CBF espera diminuir erros de entendimento e tornar a operação do VAR mais eficiente, impactando diretamente nas decisões durante as partidas.
Contratos, escala e rebaixamento
A entidade definiu contratação de 72 profissionais para compor a equipe de arbitragem profissionalizada. “Serão 20 árbitros (11 deles do quadro da Fifa), 40 assistentes e 12 árbitros de vídeo (VAR).”
O novo modelo prevê também avaliação contínua, e regras claras de movimentação nas equipes. “Depois, ao final de cada temporada, ao menos dois de cada função estarão sujeitos a rebaixamento. Por outro lado, outros que tenham se destacado podem ser promovidos.”
Essa estrutura busca criar um sistema de meritocracia, com critérios técnicos e possibilidade de rodízio conforme desempenho ao longo da temporada.
Investimento e bônus por desempenho
A CBF informou o valor previsto para o programa de profissionalização, afirmando que “A entidade irá desembolsar cerca de R$ 195 milhões para o desenvolvimento e profissionalização da arbitragem nos anos de 2026 e 2027.”
Além do investimento, a confederação estuda modelos de incentivo financeiro. Netto Góes declarou, “A gente pensa em colocar bônus por êxito dentro das atuações deles. Então, se dentro do que eles vão atuar na partida, dentro da performance que ele tiver for positiva, pensamos no ranking de desenvolvimento nessa própria matriz profissionalização. Esse árbitro pode vir sim a receber bônus”, disse Góes em entrevista ao Estadão.
Com a soma de mudanças na cabine do VAR, contratação de equipes e investimentos, a CBF busca mais consistência nas decisões de arbitragem e maior profissionalização do sistema para as próximas temporadas.
