Trump busca acordo direto com líderes cubanos enquanto impõe tarifas a países que vendem petróleo para Havana, intensificando a crise energética na ilha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que está em negociações diretas com líderes cubanos para tentar alcançar um acordo. A declaração surge após a imposição de tarifas a nações que comercializam petróleo com Cuba, um movimento que agrava a já precária situação energética da ilha.
“Cuba é uma nação em declínio. Está assim há muito tempo, mas agora já não conta com a Venezuela para sustentá-la. Por isso, estamos conversando com o povo de Cuba e com os principais líderes cubanos para entender o que está acontecendo”, afirmou Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.
A ação de Trump ocorre em um momento de instabilidade regional, especialmente após o controle norte-americano sobre o setor petrolífero venezuelano, que era o principal fornecedor de petróleo para Cuba. O presidente dos EUA expressou confiança na possibilidade de um acordo, sem, contudo, detalhar os termos.
No sábado, Trump assinou uma ordem executiva autorizando a aplicação de tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba. Na mesma ordem, classificou a ilha como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.
Cuba nega ameaça e busca apoio internacional
Em resposta às acusações, o governo cubano negou veementemente a existência de “bases militares ou de inteligência estrangeiras” em seu território. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba declarou que a ilha não representa uma ameaça à segurança dos EUA, nem apoia atividades hostis ou financia organizações terroristas.
Cuba, que enfrenta um embargo dos Estados Unidos desde 1962, tem lutado contra uma grave escassez de combustível nos últimos três anos, impactando diretamente a geração de energia elétrica e a vida cotidiana de seus cidadãos.
México se mobiliza para enviar ajuda humanitária a Cuba
Diante da crise, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou o envio de ajuda humanitária a Cuba ainda nesta semana. A iniciativa inclui o fornecimento de alimentos e outros insumos pela Marinha mexicana.
Simultaneamente, o México busca negociar com os Estados Unidos o envio de petróleo à ilha por “razões humanitárias”. Sheinbaum esclareceu que, embora o tema tenha sido discutido com representantes dos EUA, não houve um acordo direto com o presidente Trump sobre o fornecimento de combustível.
“Estamos explorando todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque não se trata de uma questão entre governos, mas de garantir apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba”, ressaltou a presidente mexicana. A busca por soluções diplomáticas visa mitigar o sofrimento da população cubana em meio às complexas relações internacionais e às sanções impostas.
