No Re-Pa de domingo, Júnior Rocha diz que o Paysandu está em construção de modelo de jogo, aposta na juventude e busca ajustar desempenho após derrota
O Paysandu inicia a semana que antecede o clássico com um discurso de cautela, construção e confiança no processo, visando o Re-Pa de domingo pela 4ª rodada do Campeonato Paraense.
O clube vem de derrota para a Tuna Luso, e ainda assim ocupa a terceira colocação, com seis pontos conquistados, cenário que reforça a ideia de ajustes e testes no elenco.
O técnico acredita no trabalho com jovens da base e na montagem gradativa de um modelo de jogo para reverter a situação, conforme informação divulgada pelo Jornal Amazônia.
Júnior Rocha detalha avaliação do último jogo
O treinador admitiu que o revés para a Tuna Luso entra no contexto do Estadual e destacou que os adversários também estão em processo de formação, dizendo, “O jogo contra a Tuna foi truncado, muito competitivo, a cara do Campeonato Paraense. Todas as equipes estão em construção de modelo de jogo, em processo de adaptação. Entramos pensando em vencer, mas não conseguimos o resultado. Acabamos sendo derrotados por uma interferência do VAR, que faz parte do jogo. Prefiro não entrar em discussão sobre arbitragem”.
Rocha lembrou que, apesar da pressão natural em clássicos, a preparação segue a mesma, afirmando, “É meu primeiro clássico, sim, mas isso não muda a forma como trabalhamos ou encaramos o jogo.”
Reforços, dúvidas e a aposta na base
Com um elenco reformulado e presença forte de atletas da base, o técnico reconhece oscilações no início do trabalho, mas vê evolução, e valoriza o empenho coletivo e a criação de oportunidades em campo.
Sobre a formação do time para o clássico, há indefinições, envolvendo o lateral-esquerdo Facundo, que depende de regularização documental no BID, e o meia Caio Mello, que é dúvida por dores musculares.
Rocha deixou claro que isso abre espaço para os jovens, citando o volante da base, Brian Macapá, e dizendo, “Fiquei frustrado pelo Brian não ter feito aquele gol, porque é um menino que merece. É um atleta promissor, que precisa ser lapidado, orientado e ganhar confiança”. Ele também afirmou, “Se eles não puderem jogar, vamos seguir dando oportunidade para essa rapaziada, que vem evoluindo bem”.
Possíveis mudanças e próximos passos
O técnico não descartou alterações no time, apontando a necessidade de testar combinações e ajustar rendimento individual e coletivo. Em suas palavras, “Tenho pensado em algumas alterações. Alguns atletas tiveram oportunidades e não renderam como esperado. Quem entrar terá seu momento para mostrar rendimento e lutar para permanecer no time.”
O clima no Paysandu é de reconstrução, com foco em corrigir falhas e em dar sequência ao trabalho com jogadores jovens, visando uma reação no clássico do domingo, pela 4ª rodada do Campeonato Paraense.
