Paulo César de Oliveira afirmou que a anulação do segundo gol do Leão Azul, por toque no braço, foi equivocada, e disse que recomendação do VAR contraria a regra brasileira
O empate em 3 a 3 entre Atlético-MG e Remo teve um lance que gerou discussão grande sobre arbitragens e interpretação das regras, após a anulação de um gol do time paraense.
Durante o programa Troca de Passes, do SporTV, o ex-árbitro e comentarista Paulo César de Oliveira contestou a decisão da equipe de arbitragem, afirmando que o toque no braço foi acidental e que o gol deveria ter sido validado.
As declarações de Paulo César e a análise do VAR foram divulgadas em reportagens sobre a partida, conforme informação divulgada pelo g1.
Análise do lance e a opinião de Paulo César
No estúdio, Paulo César criticou a orientação que, segundo ele, tem sido seguida em lances parecidos, e afirmou que a recomendação vai contra a regra do jogo. Em sua avaliação, o gol foi mal anulado porque o toque no braço foi acidental e não influiu de forma intencional, nem foi quem marcou o gol que tocou a bola.
Ele declarou, textualmente, “Os árbitros estão sendo instruídos para, em jogadas de ataque que batem na mão, com um ganho, saindo gol, anular o gol. Eu discordo completamente, porque isso vai contra a regra do jogo”. Em seguida, destacou, “Se o próprio jogador faz o gol imediatamente após o toque, não interessa se foi acidental ou não, o árbitro não precisa analisar, é a regra brasileira. Só que, nesse lance, não foi o João Pedro quem fez o gol. Esse toque é acidental. Bateu no braço, sim, mas é um toque acidental. E essa recomendação contraria a regra. Para mim, de acordo com a regra do jogo, esse gol é legal”.
Posição do VAR e menção à regra da CBF
A avaliação do VAR levou o árbitro central, Matheus Delgado Candançan, a revisar o lance e entender que havia irregularidade, por entender que houve “um braço antinatural. É uma mão sancionável”. Essa foi a conclusão que resultou na anulação do gol do Remo.
A própria CBF aponta em norma, citada nas reportagens, que “nem todos os contatos da mão ou do braço de um jogador com a bola constituem uma infração”, e que a falta é caracterizada quando os atletas “ampliarem o corpo do jogador de maneira antinatural”. A interpretação sobre o que configura ampliação do corpo, e portanto infração, é o ponto central da polêmica entre comentaristas, árbitros e clubes.
Repercussões para o Remo e contexto do jogo
O gol anulado seria o segundo do Remo e teria colocado o clube à frente do placar pela primeira vez na partida. Após o confronto, o Leão Azul emitiu nota de reclamação afirmando que a anulação foi feita “sem justificativa técnica consistente”.
Ao final, Atlético-MG e Remo empataram por 3 a 3. Ambas as equipes somam dois pontos na tabela do Brasileirão, com o Galo em 14º e o Leão Azul em 15º, de forma provisória.
Debate esperado e possíveis desdobramentos
O caso reacende o debate sobre como árbitros e VAR devem interpretar toques de mão em jogadas que terminam em gol, e sobre a aplicação prática das orientações da CBF. A divergência entre a análise do comentarista e a decisão do árbitro mostra que a definição do que é “braço antinatural” continua sendo controversa.
Clubes, comentaristas e torcedores devem acompanhar a divulgação de imagens e áudios do VAR, e eventuais posicionamentos oficiais da CBF e da comissão de arbitragem, para entender se haverá mudança de orientação ou proximidade maior na interpretação em próximas rodadas.
