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10. março 2026

FGoal processa o São Paulo e cobra R$ 5,18 milhões por rescisão de contrato, alegando que descontos em repasses eram acordados e pedindo lucros até 2029

FGoal contesta a justa causa aplicada pelo São Paulo, pede R$ 5,18 milhões por lucros até 2029, danos morais e materiais, processo corre sob sigilo na 2ª Vara Cível do Butantã

A empresa de alimentação **FGoal** ingressou com ação contra o **São Paulo**, cobrando **R$ 5,18 milhões** pela rescisão de contrato, que o clube alegou ser por **justa causa**.

A empresa afirma que os descontos apontados pelo clube eram parte do acordo, e que não há fundamento para a rescisão por justa causa, além de pedir lucros projetados até 2029 e indenização por danos morais e materiais.

A ação corre sob sigilo na 2ª Vara Cível do Butantã, conforme informação divulgada pelo Estadão.

Motivo da rescisão e alegações do São Paulo

O **São Paulo** solicitou a rescisão por **justa causa** após identificar descontos em repasses feitos pela **FGoal** ao clube, quando a empresa recolhia valores de vendas de sócios em restaurantes e maquininhas do MorumBis.

Segundo o clube, as compras pagas por cartão caíam em uma conta administrada pela **FGoal**, que depois repassava ao São Paulo, e o clube afirmou não ter ciência sobre os descontos praticados.

Defesa e argumentos da FGoal

A **FGoal** rebate a decisão e sustenta que os ​​descontos eram acordados entre as partes, e que se referiam a serviços de TI e fiscais, para monitorar o uso das maquininhas corretas no clube.

Na ação, a empresa pede **R$ 5,18 milhões**, valor que engloba os lucros que seriam obtidos até 2029, além de danos morais e materiais, e contesta a existência de motivos para rescisão por justa causa.

Investigação policial, Ministério Público e envolvimento de ex-diretor

A **FGoal** já estava na mira de uma força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo, que abriu inquérito para apurar possíveis desvios na conta vinculada às maquininhas de cartão.

Além da empresa, o ex-diretor-geral do clube social, **Antônio Donizete, o Dedé**, é investigado por um áudio no qual fala sobre cobranças em cima de empresas que atuam no clube, citando valores para entrada e percentuais sobre faturamento.

Na gravação, à qual o Estadão teve acesso, Dedé diz, “Isso foi político. Minha saída foi política”, justificando que não houve irregularidade, e divulgou nota sobre o tema.

Dedé também afirmou, em nota, “O sistema de vendas que implantamos foi baseado em modelos já utilizados por shoppings e outros clubes. Utilizamos a plataforma da Zig, que hoje atende mais de 2 mil clientes no Brasil, incluindo arenas, restaurantes e clubes”.

Contexto societário, mudanças e próximos passos

A **FGoal** existe desde 2019, mas abriu novo CNPJ ao começar a operar no **São Paulo** em 2023, com endereço no MorumBis, e disse que a mudança foi por logística, para recebimento de mercadoria.

Houve alteração de capital entre os CNPJs, de **R$ 5 mil** no primeiro para **R$ 50 mil** no segundo, informação incluída no processo, que segue em segredo de Justiça na 2ª Vara Cível do Butantã.

O clube afirmou que não foi citado nos autos ainda e reiterou indícios de quebra de confiança e de boa-fé por parte da antiga parceira comercial, enquanto a **FGoal** busca na Justiça o reconhecimento de que a rescisão por **justa causa** não tem fundamento.

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