A resposta chegou pelas redes sociais, a equipe afirma que a decisão sobre vagas é da Fifa, e reafirma desejo de disputar o torneio, mesmo diante de incertezas
A seleção do Irã respondeu aos comentários do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que questionou a segurança dos jogadores iranianos caso viajem ao país para a Copa do Mundo.
Em publicação na conta oficial da equipe no Instagram, o elenco disse que a organização do torneio é responsabilidade da Fifa e reafirmou a intenção de participar das partidas programadas nos Estados Unidos.
As reações vieram em meio a declarações oficiais e dúvidas sobre a logística e a segurança do time, conforme informação divulgada pela conta oficial da seleção do Irã no Instagram e por declarações de Donald Trump.
Resposta oficial da seleção iraniana
Na publicação no Instagram, a seleção enfatizou o papel da entidade máxima do futebol e usou argumentos diretos contra tentativas externas de exclusão.
A postagem afirmou, na íntegra, “A Copa do Mundo é um evento histórico e internacional, e seu órgão regulador é a Fifa – não qualquer indivíduo ou país”.
O texto também destacou, literalmente, “Certamente, ninguém pode excluir a seleção iraniana da Copa do Mundo; o único país que poderia ser excluído é aquele que apenas ostenta o título de ‘anfitrião’, mas não tem capacidade para garantir a segurança das equipes participantes deste evento global.”
Mensagens contraditórias de Donald Trump
Trump publicou nas redes sociais que o Irã era bem-vindo ao torneio, mas também levantou preocupações sobre a segurança dos jogadores.
Segundo as declarações citadas, ele escreveu que a seleção iraniana era bem-vinda, apesar da guerra em curso com o Irã, mas que “realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para a própria vida e segurança deles”.
Na semana anterior, ele chegou a dizer que “realmente não me importo” se o Irã jogar, e depois garantiu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Casa Branca, que a equipe iraniana seria bem-vinda.
Calendário, ranking e próximos passos
O Irã ocupa a 20ª posição no ranking da Fifa e se classificou para a sua quarta Copa do Mundo consecutiva, mantendo status de potência no futebol asiático.
O calendário do grupo prevê jogos em solo norte-americano, com partidas em Inglewood, Califórnia, contra a Nova Zelândia em 15 de junho, contra a Bélgica em 21 de junho, e o encerramento da fase de grupos em Seattle contra o Egito em 26 de junho.
A federação iraniana planejava usar um centro de treinamento no Arizona, no Complexo Esportivo Kino, em Tucson, como base para o torneio.
Por outro lado, o ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, disse à TV estatal esta semana que as circunstâncias atuais impossibilitavam a participação, cenário que gera apreensão sobre a confirmação final da presença da equipe.
Antes da Copa do Mundo, dirigentes do futebol iraniano devem comparecer ao congresso anual da Fifa em 30 de abril, em Vancouver. A federação iraniana não pôde participar das reuniões em Atlanta na semana passada para auxiliar as equipes na preparação para o torneio com 48 países.
O que está em jogo
A disputa tende a seguir nos canais oficiais da Fifa e das federações, com a seleção iraniana afirmando sua intenção de competir e ressaltando que decisões sobre exclusão são da entidade máxima do futebol.
Enquanto isso, autoridades e organizadores precisarão esclarecer pontos sobre segurança e logística para que o Irã confirme presença sem riscos, e para que o torneio ocorra com a participação de todas as seleções classificadas.
