Irã Amplia Ofensiva com Drones e Mísseis, Visando Israel e Países do Golfo
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta quinta-feira a expansão de seus ataques, lançando novas ondas de drones e mísseis contra diversos alvos em Israel e em países da região do Golfo Pérsico. A ação ocorre no 26º dia do conflito, aumentando a tensão na já volátil área.
Segundo informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, o Irã declarou ter atingido posições estratégicas com drones e mísseis. Entre os alvos mencionados estão a base Al Azraq, na Jordânia, a base Sheikh Isa, no Bahrein, e as instalações Alí al Salem e Arifjan, no Kuwait, que teriam sido alvos da 79ª onda de bombardeios.
O grupo também afirmou ter atacado centros “estratégicos, militares e de segurança” no norte de Israel. Estes ataques, descritos como “contínuos de mísseis” e parte da 80ª fase da ofensiva, teriam sido coordenados com o Hezbollah, milícia xiita libanesa. Conforme a Tasnim, mais de 70 pontos em cidades israelenses como Haifa, Dimona e Khadra foram alvos de uma nova série de ataques.
EUA Negam Danos e Países do Golfo Relatam Interceptações
O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC) também alegou ter atingido um caça F-18 dos Estados Unidos e o porta-aviões Abraham Lincoln. No entanto, o Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, negou veementemente essas informações, afirmando que não houve danos a aeronaves americanas.
Israel confirmou ter sido alvo de ataques provenientes do Irã, de acordo com as Forças de Defesa do país. Contudo, as autoridades israelenses informaram que não houve registro de feridos em decorrência dos ataques. Países como Bahrein e Emirados Árabes Unidos também relataram ter interceptado drones durante a ofensiva iraniana.
AIEA Admite Possíveis Negociações entre EUA e Irã
Em meio à escalada de tensões, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, admitiu que a guerra na região pode abrir espaço para um diálogo entre os Estados Unidos e o Irã. Apesar das negativas recentes de Teerã, Grossi sugeriu que possíveis negociações, que poderiam ocorrer no Paquistão, tratariam do programa nuclear iraniano, de mísseis e de exigências mais amplas para um acordo duradouro.
Contexto da Escalada e Impactos Regionais
A intensificação dos ataques iranianos ocorre em um momento de alta complexidade no Oriente Médio, com o conflito entre Israel e o Hamas já em curso há mais de três semanas. A Guarda Revolucionária tem sido uma das principais forças militares do Irã, com forte influência em operações regionais e no desenvolvimento de seu programa de mísseis e drones.
As alegações de atingir bases militares e navios de guerra no Golfo, se confirmadas, representariam uma escalada significativa na capacidade de projeção de força do Irã e aumentariam o risco de um conflito mais amplo na região, envolvendo diretamente potências globais e países vizinhos.
