Israel fechará passagens de ajuda humanitária para Gaza nesta terça e quarta-feira
As passagens que servem como rota para a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza permanecerão fechadas nos dias 21 e 22 de abril. A decisão, anunciada pelo COGAT, órgão militar israelense responsável pela administração dos territórios palestinos ocupados, visa atender às celebrações do Dia Nacional da Memória e do Dia da Independência de Israel.
O fechamento temporário das passagens de fronteira é uma medida que já ocorreu em outras ocasiões, como durante as festividades judaicas da Páscoa e no início do conflito com o Irã. Segundo o COGAT, a distribuição da ajuda que já se encontra em Gaza continuará normalmente, mas a chegada de novos suprimentos será interrompida.
A notícia acende o alerta sobre o agravamento da já crítica situação humanitária em Gaza, onde cerca de dois milhões de palestinos dependem de assistência externa para sobreviver. Conforme divulgado pela Lusa, o fechamento pode impactar severamente o fluxo de suprimentos essenciais em um território que já enfrenta escassez e destruição de infraestrutura.
Impacto na Crise Humanitária em Gaza
O fechamento das passagens fronteiriças por dois dias representa um novo obstáculo para a população de Gaza, que vive em condições precárias. O COGAT informou que, em dias normais, cerca de 600 caminhões entram no território, mas apenas uma fração, aproximadamente 120, é destinada a agências humanitárias. O restante é composto por cargas comerciais, inacessíveis para a maioria dos habitantes locais.
Histórico de Fechamentos e Tensões
Esta não é a primeira vez que Israel restringe o acesso de ajuda a Gaza. O COGAT já havia interrompido o funcionamento das passagens durante a Páscoa, em abril, e também por dois dias no final de fevereiro, após o início da guerra com o Irã. A passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito, utilizada para evacuações médicas, foi reaberta em 18 de março após um período de fechamento.
Acusações de Violações do Cessar-Fogo
O conflito entre Israel e o Hamas, iniciado após ataques do grupo palestino em outubro de 2023, já resultou em um número elevado de mortes e deslocamentos. Relatórios de organizações não governamentais, com participação da França, apontam que Israel não estaria cumprindo compromissos relacionados à entrada de ajuda humanitária, proteção de civis e liberdade de circulação. Desde o início da trégua, ambos os lados trocam acusações de violações do acordo.
Dados Alarmantes do Conflito
O Ministério da Saúde de Gaza, ligado ao Hamas, reportou que ataques israelenses desde o início da trégua causaram centenas de mortes e feridos, incluindo muitas crianças. A ofensiva militar em Gaza, que já dura mais de um mês, provocou a destruição de grande parte da infraestrutura do território e o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas, agravando a crise humanitária.
