Advogado de Carlos Zambrano afirma que zagueiro registrou denúncia por extorsão em Callao, enquanto investigações sobre o suposto estupro avançam na Argentina e no Uruguai
Carlos Zambrano, um dos jogadores do Alianza Lima envolvidos na denúncia de violência sexual, apresentou uma queixa por extorsão contra a jovem argentina que o acusa de estupro.
A defesa do zagueiro afirma que mensagens de cobrança partiram do motorista que teria levado a mulher ao hotel, e que essas mensagens teriam chegado enquanto a queixa era registrada, segundo o advogado.
O caso, que tem gerado repercussão na região, envolve também dois companheiros demitidos pelo clube, e investigações na Argentina e no Uruguai seguem em andamento, com perícias e medidas de proteção à denunciante, conforme informação divulgada pela RPP.
Denúncia de extorsão contra a jovem argentina
De acordo com a defesa de Carlos Zambrano, a denúncia por extorsão foi registrada na Procuradoria Criminal da província de Callao, no Peru, cerca de uma semana antes das declarações públicas do caso.
O advogado Gonzalo Hidalgo afirmou textualmente, “Meu cliente (Zambrano) recebeu mensagens de extorsão do motorista, que é a pessoa que se comunica com a mulher (jovem argentina) que levou ao hotel, sabendo que ela é a favorecida”, conforme informado pela RPP.
Hidalgo acrescentou, “Ao mesmo tempo em que meu cliente recebia as mensagens de extorsão, essa pessoas já estava registrando a queixa. As mensagens chegaram 20 ou 25 minutos depois.”, informação divulgada pela RPP.
Como estão as investigações sobre o suposto estupro
Segundo os relatos, o episódio ocorreu no dia 18 de janeiro em um hotel de Montevidéu, onde o Alianza Lima estava em pré-temporada. A vítima, de 22 anos, teria ido ao local convidada por Zambrano, acompanhada de uma amiga.
A queixa foi formalmente registrada em Buenos Aires três dias depois, no Hospital Muñiz, e encaminhada à 14ª Vara Criminal e Correcional Nacional, que determinou perícia e outras medidas probatórias e de proteção à denunciante.
A jovem buscou atendimento médico imediato ao retornar à Argentina e guardou as vestimentas alegadamente usadas no fato, para auxiliar nas apurações.
Posição do clube e consequências para os jogadores
O Alianza Lima afastou temporariamente Carlos Zambrano, enquanto os companheiros Miguel Trauco e Sergio Peña foram demitidos no sábado, conforme as informações divulgadas pelas fontes iniciais.
O clube, diante da repercussão e das medidas judiciais, adotou ações internas para separar os envolvidos e acompanhar o desenrolar das investigações, enquanto as autoridades dos três países trocam informações.
Defesa e próximos passos legais
O advogado Gonzalo Hidalgo disse também que está atuando apenas na parte relativa à extorsão, e que “Ele (Zambrano) já tem uma equipe de advogados na Argentina e no Uruguai cuidando do assunto. Não posso emitir um parecer jurídico sobre a questão porque não tenho conhecimento suficiente da situação legal, já que não estou cuidando do caso e não tenho autorização para fazê-lo”, conforme relato divulgado pela RPP.
Até o momento, o caso segue com investigações em diferentes frentes, com medidas de proteção à denunciante e procedimentos forenses, e com equipes jurídicas atuando no Peru, na Argentina e no Uruguai para acompanhar as próximas etapas.
