Carnaval 2026 no Rio: Saúde e Limpeza Urbana Divulgam Balanços da Folia Carioca
O fim do Carnaval 2026 no Rio de Janeiro trouxe à tona os números finais da festa, revelando a extensão dos serviços de saúde e o volume de resíduos gerados. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) apresentaram seus relatórios, pintando um quadro detalhado da logística e dos cuidados durante os dias de celebração.
No Sambódromo, a segurança e o bem-estar dos foliões foram prioridade. As equipes médicas trabalharam intensamente para garantir que todos pudessem aproveitar os desfiles das escolas de samba com tranquilidade. Os resultados mostram um atendimento expressivo, refletindo a magnitude do evento.
Paralelamente, a limpeza da cidade foi um desafio constante. A Comlurb mobilizou seus esforços para recolher a grande quantidade de lixo produzida pelas festividades em diversos pontos da cidade. Os números divulgados evidenciam o trabalho árduo para manter o Rio limpo após a folia.
Conforme informações divulgadas pela Secretaria Municipal de Saúde e pela Comlurb, a folia carioca deste ano registrou um número significativo de atendimentos médicos e uma produção expressiva de resíduos, demonstrando a complexidade da organização de um evento de tamanha proporção.
Atendimentos Médicos Durante o Carnaval Carioca
Os seis postos médicos da Secretaria Municipal de Saúde, localizados no Sambódromo, encerraram suas atividades com um total de 2.843 pacientes atendidos. Deste número, 167 pessoas necessitaram de encaminhamento para hospitais da rede municipal para cuidados mais complexos. Apenas na última noite de desfiles do Grupo Especial, foram registrados 800 atendimentos e 37 transferências.
Além dos atendimentos no Sambódromo, os quatro postos de saúde montados para o carnaval de rua, no centro e na zona sul do Rio, atenderam 694 pessoas entre 24 de janeiro e 17 de fevereiro. Destas, 89 foram transferidas para hospitais para receberem cuidados mais especializados, segundo a SMS.
As causas mais comuns para os atendimentos médicos incluíram descompensação de doenças crônicas, picos de pressão arterial, mal-estar e fadiga decorrentes do esforço físico, calor e peso das fantasias, dores de cabeça, cortes, entorses, lesões ortopédicas, contusões e intoxicações, muitas vezes associadas ao consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Ações de Vigilância Sanitária e Gestão de Resíduos
O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) atuou em diversos pontos, tendo lavrado nove autos de infração no Sambódromo. As infrações foram motivadas por questões como a ausência de documentação exigida e condições higiênico-sanitárias consideradas insatisfatórias. As equipes realizaram orientações para que as correções necessárias fossem implementadas.
A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), por meio da Operação Carnaval 2026, recolheu um volume impressionante de resíduos. Somente na terça-feira de Carnaval, foram coletadas 296,3 toneladas de lixo em todos os pontos de folia. A última noite do desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial gerou 55,5 toneladas de resíduos, sendo 35,4 toneladas na área interna do Sambódromo e 20,1 toneladas na área externa e entorno.
Os blocos de rua, bailes populares e desfiles de embalo que aconteceram na terça-feira foram responsáveis por 217,1 toneladas de resíduos. O Bloco Cordão do Carrapato se destacou, gerando 17,2 toneladas. No total, os blocos, bailes e desfiles de embalo acumularam 1.100 toneladas de resíduos desde o pré-carnaval. A noite de terça-feira na Intendente Magalhães gerou 23,7 toneladas, somando 79 toneladas em quatro dias de desfiles nesta localidade.
A Operação Carnaval 2026 da Comlurb registrou um total de 1.421,2 toneladas de resíduos coletados desde o início do período de pré-carnaval, evidenciando o esforço logístico para a limpeza da cidade durante e após as festividades.
