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9. janeiro 2026

Cashback ou milhas 2025

Quando o assunto é extrair vantagem do cartão de crédito, muita gente fica em dúvida entre cashback ou milhas. Os dois modelos parecem interessantes, mas funcionam de jeitos bem diferentes. Para escolher bem, você não precisa decorar regras complicadas, e sim entender como cada opção conversa com o seu estilo de vida.

Cashback é, basicamente, dinheiro de volta. Uma parte do valor que você gasta no cartão retorna para você na forma de crédito na fatura, saldo em conta ou até pontos conversíveis em dinheiro. É simples, direto e fácil de entender. Você compra e vê uma porcentagem voltando.

Já o programa de milhas, ou pontos, funciona como uma moeda paralela. A cada real ou dólar gasto, você acumula pontos que podem ser transferidos para programas de milhagem ou trocados por produtos, serviços e viagens. Aqui o jogo é mais estratégico, com promoções, bônus de transferência e possibilidade de extrair um valor maior por ponto.

A pergunta “cashback ou milhas?” não tem uma resposta universal. Ela depende principalmente de três fatores: quanto você gasta no cartão, se você gosta ou pretende viajar com frequência e o quanto você se dispõe a estudar o funcionamento dos programas de pontos.

Para quem gasta pouco no cartão e não costuma viajar de avião com frequência, o cashback costuma ser mais vantajoso. Como o retorno é direto na fatura, qualquer valor volta de forma palpável, sem necessidade de juntar muitos pontos para emitir uma passagem ou esperar promoção.

Cashback ou milhas

Por exemplo, se um cartão devolve uma porcentagem em cashback sobre todas as compras, mesmo que o percentual seja modesto, você já sente o benefício mês a mês. É quase como um desconto automático em tudo o que você compra, desde que use o cartão com responsabilidade.

Quem prefere milhas, por outro lado, normalmente busca um retorno maior por real gasto, especialmente em viagens. Um bom programa de pontos, combinado com promoções de transferência para companhias aéreas, pode gerar passagens muito mais baratas do que se você comprasse só com dinheiro.

Nesse cenário, a decisão entre cashback ou milhas passa também pela paciência. Milhas exigem acumular pontos por mais tempo, acompanhar promoções, entender a melhor forma de resgatar e evitar deixar pontos expirarem. É um jogo que recompensa quem presta atenção, mas que pode frustrar quem não quer pensar muito no assunto.

Outro ponto importante é a validade. Em muitos programas, pontos e milhas expiram após algum tempo de inatividade. Isso significa que, se você não usar dentro do prazo, simplesmente perde. No cashback, isso é menos comum, já que o dinheiro geralmente entra direto como desconto ou saldo, sem tanta burocracia.

Por outro lado, a “magia” das milhas está justamente na possibilidade de transformar gastos do dia a dia em experiências que talvez você não pagaria à vista. Uma viagem internacional em classe econômica, ou até em classe executiva em casos extremos, pode sair surpreendentemente barata quando você usa pontos com inteligência.

Para avaliar, uma forma prática é tentar traduzir o benefício em dinheiro. No caso do cashback, isso é direto: se o cartão devolve, por exemplo, 1% das compras, basta multiplicar o total gasto para ver quanto volta. No caso das milhas, você precisa estimar quanto está “pagando” por ponto e quanto economiza na hora de resgatar.

Se, na prática, cada milha estiver saindo muito cara em relação ao valor que você economiza, talvez não esteja valendo a pena. Já se você consegue resgatar passagens por um valor bem abaixo do preço normal, as milhas podem estar gerando um retorno superior ao cashback.

Outro detalhe relevante na discussão “cashback ou milhas” é o tipo de gasto que você concentra no cartão. Alguns cartões oferecem mais pontos ou cashback em categorias específicas, como supermercados, restaurantes, aplicativos ou viagens. Se essas categorias combinam com o seu padrão de consumo, o benefício fica ainda mais interessante.

Por exemplo, alguém que gasta muito com combustível e supermercado pode se beneficiar bastante de um cartão que oferece cashback turbinado nessas categorias, conseguindo um retorno consistente ao longo do ano. Já quem gasta muito com passagens e hospedagens pode maximizar milhas com cartões focados em viagem.

Também é importante considerar a anuidade do cartão. Alguns produtos com bons programas de milhas cobram anuidades salgadas. Às vezes, essa anuidade só compensa se você realmente usar bem os benefícios, acumulando muitos pontos e resgatando passagens vantajosas.

No cashback, é comum encontrar cartões sem anuidade com retornos interessantes, especialmente em bancos digitais. Isso torna a conta mais simples: você não paga nada para ter o cartão e ainda recebe uma porcentagem do que gasta de volta, sem muito esforço.

Isso não significa que cartões com anuidade sejam sempre ruins. Para quem gasta muito no cartão e viaja com frequência, alguns cartões de alta renda com programas robustos de milhas, acesso a salas VIP e seguros de viagem podem gerar um valor enorme, que compensa a anuidade com folga. Mas aí já estamos falando de um perfil bem específico.

Outro ponto que pesa é a disciplina. Se você tem dificuldade em controlar os gastos, tanto cashback quanto milhas podem se tornar uma armadilha psicológica. A sensação de “ganhar algo de volta” às vezes incentiva a consumir mais do que o necessário. Nesse caso, o desconto ou as milhas saem caríssimos.

Uma boa regra é nunca fazer uma compra só porque ela gera cashback ou milhas. O benefício deve ser consequência de um gasto que você já faria, e não o motivo da compra. Do contrário, você está trocando dinheiro real por benefício parcial, o que quase nunca compensa.

Na dúvida entre cashback ou milhas, vale também olhar para o seu momento de vida. Se você está em uma fase de organização financeira, tentando pagar dívidas ou montar uma reserva de emergência, o cashback tende a ser mais alinhado com esses objetivos, porque reduz diretamente o gasto do mês.

Se você já tem uma base financeira mais sólida e quer usar o cartão como ferramenta para viajar mais e melhor, milhas passam a fazer mais sentido. Nesse caso, faz diferença estudar o assunto, entender promoções de transferência bonificada, aprender a emitir passagens em rotas vantajosas e acompanhar oportunidades.

Outra pergunta útil é: você tem flexibilidade de datas para viajar? Milhas geralmente funcionam melhor para quem pode se adaptar às melhores oportunidades. Se você só pode tirar férias em períodos muito específicos e tudo precisa ser muito planejado, talvez não consiga aproveitar tanto as ofertas mais agressivas.

Também é importante lembrar que você não precisa escolher cashback ou milhas para a vida toda. Dá para testar um modelo por um tempo, ver se gosta e, se não funcionar, trocar de cartão ou de programa. O mercado oferece muitas opções, e a melhor escolha hoje pode não ser a mesma daqui a alguns anos.

Muita gente, inclusive, combina os dois. Usa um cartão com cashback para gastos do dia a dia e um cartão com programa de milhas para despesas específicas, como viagens ou grandes compras planejadas. O segredo, nesse caso, é não perder o controle das faturas e garantir que tudo cabe no orçamento.

Na prática, o mais importante é que o cartão trabalhe para você, e não o contrário. Tanto cashback quanto milhas podem ser ótimos aliados, desde que sejam encaixados em um uso consciente do crédito. A matemática funciona bem quando você não paga juros, não entra no rotativo e não usa o cartão como desculpa para viver acima da sua renda.

Para colocar ordem nas ideias, você pode fazer um exercício simples. Pegue o valor médio que você gasta por mês no cartão e faça duas simulações: quanto receberia de cashback em um cartão comum e quanto poderia acumular de pontos em um cartão de milhas. Em seguida, pesquise quanto valem esses pontos em uma passagem ou resgate típico.

Esse tipo de comparação deixa a discussão cashback ou milhas bem menos abstrata. Em vez de se guiar por propaganda ou pela opinião de amigos, você olha para os números do seu próprio bolso. Às vezes, a diferença de retorno é pequena, e aí a simplicidade do cashback pesa mais. Em outros casos, as milhas disparam na frente.

No fim, a resposta ideal é aquela que respeita o seu jeito de viver, de gastar e de lidar com dinheiro. Não adianta ter um cartão cheio de benefícios teóricos se, na prática, você não usa nenhum deles. Da mesma forma, não faz sentido abrir mão de oportunidades boas por preguiça de entender o básico.

Cashback ou milhas não são times rivais em um campeonato. São ferramentas diferentes, com pontos fortes em contextos diferentes. O melhor cenário é quando você entende isso e escolhe conscientemente de que lado quer jogar, sabendo exatamente o que ganha em troca da forma como usa o seu cartão.

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