CBF detalha que o vermelho foi baseado em checagem do VAR sobre agressão a Breno Bidon, e que queda de energia deixou o VAR fora por cerca de 20 minutos
A Confederação Brasileira de Futebol publicou uma nota oficial para esclarecer duas decisões que marcaram a decisão da Supercopa Rei entre Flamengo e Corinthians.
A entidade explicou por que o árbitro aplicou o cartão vermelho a Carrascal no retorno do intervalo e confirmou que houve um apagão que deixou o VAR sem funcionamento por um tempo do segundo tempo.
As informações detalham checagens de imagem, procedimentos do árbitro e o período em que o recurso de vídeo não esteve disponível.
conforme informação divulgada pela CBF.
Expulsão de Carrascal, revisão e fundamento técnico
A CBF relata que a expulsão de Carrascal foi determinada após uma checagem do VAR que identificou conduta violenta em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.
Em nota, a entidade afirmou, “Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado”.
A confederação também explicou a sequência de verificação, ao citar, “Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta”.
Apagão no VAR, no-break e tempo sem vídeo
A CBF confirmou que houve queda de energia em setores do estádio, inclusive na cabine do VAR, durante o intervalo da partida.
Segundo a nota, “O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo”.
Com isso, o jogo seguiu sem checagem de vídeo por cerca de 20 minutos do segundo tempo, até a normalização do fornecimento de energia.
Impacto na partida e posicionamento da arbitragem
Sobre o andamento do jogo, a CBF registrou que o Corinthians abriu o placar no primeiro tempo, com Gabriel Paulista, de cabeça, e que Yuri Alberto marcou durante o período em que o VAR esteve fora do ar, mas o lance foi anulado por impedimento, antes de ele voltar a marcar nos acréscimos e decretar a vitória por 2 a 0.
A entidade defendeu o trabalho da equipe de arbitragem, afirmando, “a arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes”.
Além disso, foi reiterado que “a Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.”
No balanço final, a CBF manteve que os procedimentos adotados, tanto na revisão que levou à expulsão como na gestão do problema elétrico, seguiram os protocolos vigentes, e que as decisões foram comunicadas às equipes durante a partida.
