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12. janeiro 2026

China e Rússia exigem libertação imediata de Maduro na ONU após intervenção militar dos EUA na Venezuela

China e Rússia condenam operação militar dos EUA na Venezuela e pedem libertação de Maduro na ONU

A China e a Rússia condenaram veementemente a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na retirada forçada do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, do território venezuelano. Ambos os países solicitaram a libertação imediata do casal e denunciaram a ação como uma violação do direito internacional e da soberania venezuelana.

A reunião de emergência foi convocada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira (5). A comunidade internacional tem acompanhado com apreensão as crescentes tensões na Venezuela, com sanções e ameaças de uso da força por parte dos Estados Unidos.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, a ação militar americana teria resultado na morte de integrantes das forças de segurança de Maduro e causado explosões na capital, Caracas. O presidente venezuelano e sua esposa foram levados para Nova York, onde responderão a acusações de suposta ligação com o tráfico internacional de drogas.

China critica “atos ilegais e de bullying” dos EUA

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, expressou profundo choque com a operação militar, classificando-a como “atos ilegais e de bullying” perpetrados pelos Estados Unidos. Ele ressaltou que a China, assim como outros membros da comunidade internacional, tem manifestado preocupações com as ações americanas contra a Venezuela.

Fu Cong afirmou que os Estados Unidos têm desrespeitado a soberania venezuelana e infringido os princípios de não interferência em assuntos internos e a proibição do uso da força nas relações internacionais, pilares fundamentais do direito internacional.

Rússia aponta “retrocesso para a época de um mundo sem leis”

O representante da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, declarou que o início do ano foi marcado pela falta de respeito às leis internacionais e ao princípio da não intervenção. Ele descreveu o “sequestro” de Nicolás Maduro como um retrocesso a uma era de “um mundo sem leis e a dominação norte-americana pela força e pelo caos”.

Nebenzya condenou firmemente a agressão dos Estados Unidos contra a Venezuela, considerando-a em desacordo com todas as normas internacionais. Ele exigiu a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, reafirmando que Maduro é o presidente legítimo da Venezuela, eleito democraticamente.

Imperialismo americano e desejo pelo petróleo venezuelano em foco

O diplomata russo também destacou a solidariedade do povo russo com o povo venezuelano diante da agressão externa e manifestou apoio incondicional ao governo bolivariano. Ele acusou os Estados Unidos de não esconderem seu interesse pelo petróleo venezuelano e de demonstrarem seu imperialismo em relação à América Latina.

Vasily Nebenzya enfatizou a importância da união da comunidade internacional contra os métodos de uso da força empregados pelos Estados Unidos, como exemplificado no caso venezuelano. Maduro e Cilia Flores se declararam inocentes em audiências realizadas em Nova York.

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