Marcelo Paz diz que a não concretização foi por responsabilidade financeira, que não era só o R$ 1 milhão, e que cláusulas tornavam a operação inviável para o Corinthians
O Corinthians avaliou a contratação do meio-campista Alisson, de 32 anos, como alternativa para reforçar o elenco na temporada de 2026.
Negociações ocorreram com total transparência entre os clubes e com o jogador, mas a operação acabou não avançando por aspectos financeiros considerados sensíveis pelo clube.
Os detalhes da proposta e da decisão foram apresentados pelo diretor executivo de futebol Marcelo Paz em entrevista, conforme informação divulgada pela ESPN.
O que Marcelo Paz afirmou sobre a negociação
Em entrevista, Paz destacou a relação entre as diretorias e explicou o motivo do fim das conversas com base em responsabilidade financeira. Ele disse, exatamente, “O Rui Costa (executivo de futebol do São Paulo) conduziu muito bem, a gente tentou conduzir também muito bem aqui, tanto que a relação permanece muito boa. A não concretização da vinda do Alisson foi por uma questão de responsabilidade financeira do Corinthians”.
Paz reforçou que o problema não era apenas a quantia imediata, e citou cláusulas que tornavam o acordo arriscado. Sobre isso afirmou, “O problema não é R$ 1 milhão. Se fala muito do R$ 1 milhão. O Corinthians tem R$ 1 milhão, claro que tem. Só que era R$ 1 milhão, mais uma cláusula se jogasse x jogos, mais a opção de compra que era um valor alto, não podia jogar contra o São Paulo, tinha que pagar R$ 2 milhões se fosse jogar contra o São Paulo, não podia mais jogar o Campeonato Paulista…”.
Paz descreveu o processo como desgastante e lamentou pela situação do jogador, dizendo, “A gente repensou se era viável seguir com a operação, mas foi desgastante, virou uma novela que não precisava ter virado. Eu lamento pelo Alisson, porque é um grande garoto, conversei com ele, com autorização do Rui Costa, autorização do São Paulo. Foi ao CT do Corinthians com o São Paulo sabendo, nada escondido, não foi pra fazer exame, foi pra conhecer o espaço do clube. Mas o Corinthians, pela responsabilidade financeira, entendeu que poderia ser algo que poderia onerar muito o clube”.
Termos financeiros que pesaram na decisão
Segundo Paz, o São Paulo pediu pagamento à vista de R$ 1 milhão para liberar Alisson, além de um complemento de R$ 500 mil até outubro e uma opção de compra na ordem de R$ 12 milhões. As cláusulas adicionais incluíam limites de atuação e pagamentos extras em confrontos específicos, o que aumentaria o custo real da operação para o Corinthians.
Esses termos fizeram a diretoria corintiana avaliar o impacto no orçamento e optar por não assumir um compromisso que considerou potencialmente oneroso ao longo da temporada.
Consequências e próximos passos do Corinthians
Com a negociação por Alisson interrompida, o Corinthians segue ativo no mercado. Na última quinta, dia 29, o clube anunciou a contratação do atacante Kaio César, de 21 anos, que vinha do Al-Hilal.
O treinador Dorival Júnior comentou a necessidade de reforços, dizendo, exatamente, “Para que pudéssemos ter um elenco ideal, cinco ou seis elementos. Para você ter um elenco que possa dar uma resposta em todas as competições e principalmente em um campeonato de longevidade”.
O time volta a campo no domingo, dia 1, às 16h, quando enfrenta o Flamengo pela Supercopa Rei, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e a diretoria espera seguir reforçando o grupo com responsabilidade financeira e planejamento.
