Ran Gvili, o último refém israelense mantido pelo Hamas na Faixa de Gaza, teve seu corpo recuperado pelas forças de Israel. A confirmação da identidade do jovem de 24 anos, que também possuía cidadania portuguesa, foi feita por peritos forenses. A descoberta encerra um longo período de incerteza para a família e marca um ponto significativo no conflito.
O corpo de Ran Gvili foi localizado durante extensas operações de busca em um cemitério no norte da Faixa de Gaza, neste domingo. As Forças de Defesa de Israel (IDF) exumaram centenas de corpos na região nos últimos dias, testando cerca de 250 deles na busca pelo último refém.
A identidade de Gvili foi confirmada através de sua dentição e impressões digitais. A recuperação de seu corpo é aguardada desde outubro do ano passado, como parte de negociações ligadas a um plano de paz para o Oriente Médio. Seus restos mortais serão transferidos para Israel para a realização de cerimônias fúnebres.
Conforme apurado pelo Expresso, Ran Gvili possuía passaporte português em virtude de seus bisavós maternos. A notícia da recuperação do corpo foi recebida com emoção em Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou o feito como “extraordinário” e declarou que “prometemos trazer todos de volta e conseguimos trazer todos de volta”. Ele ainda descreveu o sargento Ran Gvili como “um herói”.
Resgate e Contexto da Guerra
Ran Gvili estava hospitalizado e doente em 7 de outubro de 2023, quando os ataques do Hamas contra Israel tiveram início. Alarmado com as notícias, ele teria se vestido e se dirigido para o campo de batalha, onde acabou falecendo. Seu corpo foi subsequentemente levado para Gaza, sendo tratado como troféu e moeda de troca.
A guerra na Faixa de Gaza foi deflagrada pelos ataques do Hamas em 7 de outubro, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 reféns. Em resposta, Israel iniciou uma operação militar em larga escala no enclave palestino, que, segundo autoridades locais controladas pelo Hamas, causou mais de 71 mil mortos, além de devastação generalizada e deslocamento de centenas de milhares de pessoas.
Pressão Familiar e Plano de Paz
Os familiares de Ran Gvili haviam feito um apelo ao governo israelense para que não abrisse a passagem de Rafah, no sul de Gaza, prevista para os próximos dias. A exigência era que isso só ocorresse após o retorno dos restos mortais do jovem para o território israelense. A recuperação do corpo de Gvili estava ligada às negociações em andamento para um cessar-fogo.
Identificação Detalhada e Procedimentos
A identificação do corpo de Ran Gvili foi realizada no local por peritos forenses israelenses. As IDF iniciaram a exumação e testes em centenas de corpos em um cemitério em Gaza. O processo envolveu a análise de 250 corpos até a confirmação de Ran Gvili, utilizando métodos como análise dentária e impressões digitais.
