Apresentado oficialmente pelo Paysandu, o lateral-esquerdo narra tentativas, trabalho na roça, passagens por Águia de Marabá e Cametá, e afirma estar pronto para estrear
A chegada de Luciano Taboca ao Paysandu é a soma de anos de tentativas, quedas e recomeços, até a chance em um dos clubes mais importantes da região Norte.
Natural de Nossa Senhora das Dores, em Sergipe, ele cresceu em uma família que vive do trabalho na roça, e alternou a rotina entre o campo e o futebol até voltar a ter uma oportunidade no Pará.
Apresentado nesta terça-feira, o jogador falou sobre a emoção de ser contratado e disse estar pronto para entrar em campo na partida pela Copa do Brasil, conforme informação divulgada pelo g1.
Da roça, as dificuldades e a persistência
Taboca relatou que o início da carreira teve idas e vindas, e que, sem oportunidades, precisou voltar ao trabalho rural por longos períodos.
Ele contou, em suas próprias palavras, “Meu começo não foi muito bom, comecei em Sergipe, só que não tinha essa oportunidade, voltei a trabalhar na roça, passei uns dois anos trabalhando, voltei a jogar futebol, não deu certo de novo, voltei pra roça”.
O jogador atribui à família o apoio decisivo para seguir tentando, e citou o pai como referência, lembrando sacrifícios para comprar chuteiras e incentivar a carreira.
O destaque no Paraense e o gol que chamou atenção
No Pará, Taboca passou por Águia de Marabá e depois pelo Cametá, clube pelo qual atuou no Campeonato Paraense e se destacou, inclusive marcando um gol contra o Paysandu na primeira fase.
Sobre aquela atuação, ele afirmou, “Graças a Deus pude jogar bem contra o Paysandu, fazer gol, e aí abriu olhares. Agora é trabalhar forte pra buscar títulos pelo Paysandu”.
Foi justamente esse desempenho que despertou o interesse do departamento de análise do Paysandu e abriu caminho para a contratação.
Chegada ao Paysandu, características de jogo e estreia
Aos 32 anos, Taboca definiu a assinatura com o clube como o ponto mais alto de sua trajetória, e destacou a estrutura do time e a dimensão da torcida como fatores que reforçam a responsabilidade.
Ele ressaltou, “Paysandu é um time de Série A, nunca passei uma estrutura dessa, vou aproveitar o máximo possível” e se colocou à disposição do técnico para funções ofensivas ou como ponta.
Sobre seu estilo, o lateral afirmou, “Essa sempre foi minha característica. Rogerinho (Gameleira, técnico do Cametá) sempre me deu liberdade de chegar bem, chegar fazendo gol. Posso fazer ponta se caso precisar, o que o professor precisar, eu estou à disposição”.
Emoção da família e compromisso com a torcida
Ao receber a ligação confirmando o interesse do clube, Taboca disse, “Recebi a ligação, fiquei muito emocionado, meu pai ficou muito orgulhoso” e reforçou gratidão ao pai, recordando, “Sempre que os times ligam pra mim, primeiramente agradeço a Deus, segundo o meu pai. Ele fez tudo pra mim, ele veio da roça e ainda hoje está lá. Ele tirava da boca dele, pra comprar uma chuteira pra mim. Eu agradeço a ele por tudo”.
Preparado para a estreia, ele declarou, “Tô pronto pra estrear, amanhã vai ser um grande jogo, tenho certeza que vamos dar mais uma alegria pro torcedor” e prometeu dedicação, “Vou valorizar bastante. Só quem veio do pouco sabe do que tô falando. Isso aqui é um sonho realizado, minha família tá muito orgulhosa. Vou defender essas cores, dar minha vida pra esse clube”.
