Diddy busca perdão presidencial de Trump, mas presidente nega possibilidade devido a críticas do rapper
Em uma revelação surpreendente, Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, confirmou ter recebido uma carta do rapper Sean “Diddy” Combs solicitando um perdão presidencial. A informação, divulgada pelo jornal The New York Times, indica que o pedido, no entanto, tem poucas chances de ser atendido.
Trump declarou que o histórico de críticas de Diddy ao seu governo, especialmente durante o mandato de 2017 a 2021, torna a concessão de um indulto “muito mais difícil”. A relação entre os dois, que antes era descrita como amigável, teria se deteriorado significativamente após o músico se posicionar publicamente contra as políticas de Trump.
A Casa Branca e os advogados de Sean Combs não comentaram o assunto até o momento, limitando-se a referenciar as declarações de Trump. Este não é o primeiro indício de que Diddy estaria buscando clemência, pois em outubro do ano passado, Trump já havia mencionado à CNN Internacional que o rapper havia solicitado o indulto.
Detalhes da carta e o histórico da relação
Os detalhes específicos do conteúdo da carta enviada por Sean Combs a Donald Trump não foram divulgados. Quando questionado sobre o momento do envio do pedido, Trump respondeu de forma evasiva, provocando os jornalistas com um “Vocês gostariam de ver a carta?”. Apesar da insinuação, o documento não foi apresentado.
O próprio ex-presidente descreveu sua relação anterior com Diddy como cordial. “Eu era bastante amigável com ele. A gente se dava bem, ele parecia um cara legal”, afirmou Trump em entrevista à Newsmax no ano passado. Contudo, ele ressaltou que a postura do rapper mudou drasticamente após sua candidatura e eleição.
“Quando me candidatei ao cargo, ele se tornou muito hostil”, completou Trump, reforçando que essa hostilidade pública dificulta a consideração de um perdão. A decisão de conceder ou negar um indulto presidencial é de total discrição do presidente.
Perdões e negativas de Trump
Na mesma entrevista ao The New York Times, Donald Trump mencionou outros casos em que, segundo ele, não concederia indulto. Entre os nomes citados estão Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, acusado de narcoterrorismo; o ex-senador Robert Menendez, condenado por corrupção; e Sam Bankman-Fried, fundador da FTX, sentenciado por fraudes financeiras.
Trump também foi questionado sobre a possibilidade de perdoar Derek Chauvin, ex-policial condenado pela morte de George Floyd, um caso que gerou comoção global. O ex-presidente negou que tenha recebido algum pedido para tal. Essa posição contrasta com o perdão concedido em dezembro ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández, condenado a 45 anos de prisão nos EUA por tráfico de drogas.
A situação de Sean Combs
Sean “Diddy” Combs, além de buscar um perdão presidencial, está tentando reverter uma pena de 50 meses de prisão. Sua defesa argumenta que os atos pelos quais ele foi condenado não possuem natureza criminal e que a decisão judicial foi “injusta, inconstitucional e uma perversão da Justiça”, conforme declarado pela advogada Alexandra Shaphiro.
O rapper enfrenta acusações que incluem tráfico sexual e abuso. A batalha legal de Diddy é complexa e envolve alegações sérias, enquanto a porta para um perdão presidencial, especialmente de Donald Trump, parece cada vez mais fechada devido às divergências políticas e críticas públicas.
