Clube detalha origem do rombo, composição do passivo e plano de cortes no futebol e no clube social para reduzir a dívida do Corinthians
O Corinthians registrou um déficit de R$ 247,8 milhões entre janeiro e novembro de 2025, segundo o balancete do 11º mês do ano passado divulgado pelo clube.
Com esse resultado, a dívida do clube subiu para R$ 2,8 bilhões, composta pelo passivo de R$ 2,151 bilhões e pelos R$ 661 milhões devidos à Caixa Econômica Federal pelo financiamento da Neo Química Arena.
O relatório aponta ainda comparativos e metas para 2026, em um pacote que combina cortes de custos, vendas de atletas e expectativa de aumento de receita, conforme informação divulgada pelo g1
Origem do déficit e composição da dívida
O balancete mostra que o déficit de R$ 247,8 milhões acumulado até novembro de 2025 elevou a dívida consolidada do clube para R$ 2,8 bilhões.
A composição da dívida inclui o passivo de R$ 2,151 bilhões, somado aos R$ 661 milhões vinculados ao financiamento da arena, formando o total divulgado pelo clube.
Ao encerrar 2024, o Corinthians havia registrado déficit de R$ 181,7 milhões e dívida de R$ 2,5 bilhões, números que evidenciam a deterioração financeira ao longo de 2025.
Onde está o rombo, segundo o balancete
De acordo com o documento, a maior fatia do déficit de 2025 vem do clube social, com R$ 204,702., enquanto o déficit do futebol é de R$ 43,129., apesar da receita líquida do futebol ter sido de R$ 599,501.
Esses números mostram que o clube social foi responsável por grande parte do rombo, e que o futebol, mesmo com receita relevante, também teve resultado negativo no período.
Plano para 2026: cortes, vendas e metas de receita
No orçamento de 2026, o Corinthians prevê fechar o ano com **superávit de R$ 12 milhões**, e montou um plano para tentar alcançar esse resultado.
Entre as medidas, a diretoria estabeleceu redução de despesas com pessoal no departamento de futebol, com objetivo de reduzir a folha de R$ 435 milhões para R$ 354 milhões, queda de R$ 81 milhões.
Somando cortes em outros custos, como serviços e jogos, o clube calcula que o corte total no futebol será de R$ 90 milhões.
Vendas, patrocínios e projeções
Para ajudar a equilibrar as contas, foi definida uma meta de **R$ 151 milhões em vendas de jogadores**. A previsão de direitos de TV foi fixada em R$ 335 milhões.
Em patrocínios, o clube projeta receber **R$ 255 milhões**, o que representa um aumento de 47% em relação a 2025. Sem a meta de vendas de atletas, a projeção de receita para 2026 é de R$ 806 milhões, 13% acima dos R$ 711 milhões de 2025.
Impacto no elenco e repercussão das medidas
Para reduzir a folha, a diretoria já se desfez de diversos jogadores no início do ano, incluindo nomes com altos salários, como Maycon, Romero, Fagner, Talles Magno, Angileri, Hector Hernández e Félix Torres.
Ao ampliar a análise para a folha geral do clube, a redução projetada mantém a mesma proporção, passando de R$ 505 milhões para R$ 410 milhões.
O presidente Osmar Stábile chegou a avaliar cortes em modalidades do clube social para reduzir despesas, ideia que foi recuada após reação negativa, segundo o documento divulgado.
O balanço definitivo da temporada de 2025 precisa ser divulgado até abril pela diretoria, e as medidas anunciadas serão decisivas para a tentativa de recolocar as contas em ordem e reduzir a dívida do Corinthians nos próximos meses.
