Águia de Marabá informa que a família de Ronan Tyezer autorizou a doação de órgãos, o corpo ficará no Hospital de Gurupi por cerca de 72 horas, e o traslado para Marabá está agendado
O treinador do sub-20 do Águia de Marabá, Ronan Tyezer, teve a morte encefálica confirmada após o acidente envolvendo a delegação na BR-153, e a família autorizou a doação de órgãos.
Ronan estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Gurupi, no Tocantins, em coma induzido e sob uso de drogas vasoativas desde o dia do acidente.
O corpo deve permanecer no hospital por aproximadamente 72 horas, prazo necessário para os procedimentos de captação, e o traslado para Marabá está previsto para a próxima segunda-feira, 26, conforme informação divulgada pelo Águia de Marabá.
Detalhes do acidente e da internação
O acidente ocorreu na noite de quinta-feira, dia 15, na BR-153, nas proximidades de Santa Rita, enquanto a delegação retornava de Taubaté, em São Paulo, após a disputa da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Ronan foi socorrido com vida e chegou a ser tratado em estado grave, entretanto, diante da ausência de evolução clínica, o hospital realizou avaliação neurológica que constatou a morte encefálica.
Procedimento para doação de órgãos e prazos
Segundo o clube, o corpo permanecerá no hospital por cerca de 72 horas, período necessário para os protocolos médicos relacionados à captação de órgãos, e em seguida será liberado para traslado.
A família optou pelo desligamento dos aparelhos e, após o diagnóstico de morte encefálica, autorizou a doação, gesto que o Águia de Marabá classificou como de grande solidariedade.
Velório, homenagem e repercussão
O velório de Ronan Tyezer será realizado no salão paroquial da Igreja São Félix do Valois, em frente ao Estádio Zinho Oliveira, em Marabá, após a chegada do corpo à cidade.
O acidente também vitimou o preparador físico Hecton Alves, que morreu no local, e os demais integrantes da delegação não sofreram ferimentos graves.
Contexto para o clube e próximas etapas
O Águia de Marabá divulgou a informação e tem acompanhado os procedimentos médicos e logísticos para o traslado, enquanto a comunidade local se organiza para prestar homenagens ao treinador.
A decisão da família em autorizar a doação de órgãos pode beneficiar outras pessoas na fila por transplantes, e o caso segue repercutindo no futebol paraense e entre torcedores.
