Após empate em 1 x 1 e decisão por pênaltis, a classificação do Remo trouxe alívio, porém muitas dúvidas sobre o nível de jogo do time mais rico do Parazão, enquanto o Paysandu encara pressão eliminatória
O Remo avançou nos pênaltis, mas o resultado não apaga a atuação pouco convincente da equipe, que sofreu com escolhas táticas e falta de intensidade no primeiro tempo.
No segundo tempo houve reação com as entradas de João Lucas e Pikachu, e o empate que levou a disputa aos pênaltis, mas a melhora não foi suficiente para convencer torcida e analistas.
O Paysandu, por sua vez, tem o desafio de superar uma sequência de alternâncias de rendimento em jogos oficiais, em confronto eliminatório com a Tuna, em Curuzu lotada, pressão extra para um jogo de “perdeu, cai fora”.
conforme informação divulgada pelo Jornal Amazônia
Remo, Osorio e a atuação engessada
O jogo começou mal para o Remo, que entrou com a formação principal, sem conseguir imprimir ritmo. O time foi dominado nos primeiros minutos, e o Águia abriu o placar aos 10 minutos e teve chances para ampliar.
O técnico Juan Carlos Osorio acionou a equipe titular, mas, segundo a cobertura, isso “não significou nada”, já que o time entrou com baixa rotação, enquanto o adversário mostrou-se acelerado e muito ligado.
No intervalo, as mudanças com as entradas de João Lucas e Pikachu deram mais mobilidade ao ataque remista, houve o empate, e o Remo chegou a ser melhor em campo no segundo tempo, porém não o bastante para vencer no tempo normal.
Nos pênaltis, a classificação do Leão Azul evitou um vexame para o clube da Série A, mas o resultado final ainda deixa questionamentos sobre o futebol apresentado e as escolhas técnicas de Osorio.
Paysandu, alternância de desempenho e a pressão do mata-mata
O Paysandu alternou a performance nos seis jogos oficiais da temporada, com padrão de um bom jogo seguido por um jogo ruim, sequência que torna difícil ganhar consistência.
Com confrontos em ritmo intenso, muitas vezes com dois jogos por semana, os atletas não têm conseguido manter regularidade, algo comum em início de temporada, mas que precisa ser corrigido rapidamente.
Vindo de boa atuação contra o Santa Rosa, o Papão precisa quebrar essa alternância agora, especialmente por se tratar de partida eliminatória contra a Tuna, com a Curuzu lotada e a pressão emocional atuando como fator extra.
Baixinhas e notas do dia
Técnico na Tuna, Alexandre Lopes pediu demissão após ambiente ruim, e Robson Melo assumiu com o desafio de administrar egos e criar laços. A conduta do time em campo hoje pode ser reflexo dessa gestão de pessoas.
Capitão Poço viveu manhã de estádio lotado, às 10 horas, no duelo com o Castanhal por vaga na semifinal do Parazão, com possibilidade de acesso à Série D do Campeonato Brasileiro, e Cametá também registrou grande mobilização para jogo às 20 horas contra o Santa Rosa.
Bragança mistura desalento pelo rebaixamento do Bragantino no estadual e esperança pela Copa do Brasil, com o Bragantino jogando hoje contra o Primavera no Mato Grosso.
Em Castanhal houve queixas de torcedores pelo horário do jogo contra o Guarani de Campinas, marcado para quarta-feira às 15:30 no Modelão. Também na quarta, em Marabá, Águia enfrenta o Independência do Acre às 20 horas. A Tuna só estreia dia 4 de março, contra o Tocantinópolis.
Vagas na Copa do Brasil, o Paysandu, como campeão da Copa Verde, entrará na terceira fase da Copa do Brasil, programada para o período de 11 a 19 de março, em jogo único. O Remo, por ser da Série A, ingressa apenas na quinta fase, com ida e volta, entre 22 de abril e 14 de maio.
Estatísticas e risco, as fontes locais apontam que “mais de 12 mil acidentes com motos, mais de 1 mil fatias, por ano, no Pará”. Jogadores profissionais que nos últimos oito anos perderam a vida em acidentes com motos no Pará citados na cobertura são Gil Cametá, Thiago Marabá, Lucas Caroço e Marcelinho, além de Ewerton Moraes, do futsal do Paysandu, enquanto Lukinhas sobreviveu, mas perdeu a carreira.
No Remo, segundo a advogada Victoria Branco, há cláusula contratual que torna indispensável a proibição do uso de moto pelos atletas, alinhando o clube ao padrão de exigência de grandes times, que também vedam saltos de paraquedas e outras atividades de risco.
O cenário do futebol Pará segue tenso, com decisões por pênaltis, trocas de técnico, mobilização das torcidas e a constante necessidade de equilíbrio entre resultados imediatos e construção de um desempenho regular ao longo da temporada.
