Remo pressiona o Atlético-MG por pagamento de pouco mais de R$ 500 mil referente à transferência de Rony, dívida do Remo reclama compensação por formação do atacante antes da temporada 2026
O Remo acionou o Atlético-MG para cobrar uma dívida de pouco mais de R$ 500 mil, referente à transferência do atacante Rony, formado nas categorias do Leão Azul.
O diretor jurídico do clube, Gustavo Fonseca, confirmou a cobrança ao Núcleo de Esportes de O Liberal, e informou que, até o momento, não houve retorno por parte do Galo.
A demanda do Remo se baseia no mecanismo de solidariedade que assegura porcentagem sobre transferências a clubes formadores, conforme informação divulgada pelo Núcleo de Esportes de O Liberal.
Cobrança e valores envolvidos
O valor cobrado pelo Remo corresponde ao direito previsto no mecanismo de solidariedade, modelo que distribui uma porcentagem dos valores de transferência entre os clubes formadores.
Segundo o clube paraense, o montante é pouco mais de R$ 500 mil, soma que ainda não foi quitada pelo Atlético-MG, apesar de tentativas de contato por parte do Leão Azul.
História de Rony e impacto na dívida do Remo
Rony foi contratado pelo Atlético-MG em 2025, depois de cinco temporadas no Palmeiras, e com o Galo disputou 62 jogos, marcou 13 gols e deu cinco assistências no último ano.
Formado no Remo, o atacante atuou no profissional azulino até 2014, quando disputou 11 jogos e marcou dois gols, trajetória que fundamenta a reivindicação do clube pela parcela do mecanismo de solidariedade.
Entenda o mecanismo de solidariedade e a base legal
O mecanismo de solidariedade é uma regra da FIFA e da Lei Pelé que garante ao clube formador do atleta o direito a até 5% dos valores envolvidos em transferências, percentual dividido entre os clubes pelos quais o jogador passou entre os 12 e 23 anos.
No caso de Rony, a transferência do Palmeiras para o Atlético-MG girou em torno de R$ 36 milhões, e o contrato do atacante com o Galo vai até 2027, fatos que influenciam os cálculos da parcela devida ao Remo.
Próximos passos e possíveis desdobramentos
O Remo já formalizou a cobrança, e aguarda posicionamento do Atlético-MG, sem resposta até o momento, segundo Gustavo Fonseca.
Se o pagamento não for feito de maneira espontânea, o clube paraense pode buscar outros meios administrativos ou judiciais para garantir o recebimento, caso mantenha a cobrança ativa.
