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13. março 2026

São Paulo, cartão corporativo e Casares: Conselho Fiscal aponta quase R$ 500 mil em gastos pessoais entre 2021 e 2026, valor devolvido com correção

Relatório do Conselho Fiscal descreve uso do cartão corporativo por Júlio Casares, gastos pessoais sem prestação de contas e devolução do montante após crise interna do clube

Uma apuração interna do São Paulo detectou que o ex-presidente Júlio Casares somou quase R$ 500 mil em despesas pessoais no cartão corporativo durante a sua gestão, entre 2021 e 2026.

O montante, segundo o Conselho Fiscal, só foi restituído pelo dirigente no segundo semestre do ano passado, com correção e juros, após eclodir uma crise financeira e administrativa no clube.

As informações sobre os gastos e a devolução constam em relatório citado pela reportagem, conforme informação divulgada pelo Ge.

O que o Conselho Fiscal apurou

O levantamento do Conselho Fiscal aponta pagamentos no cartão corporativo que incluem serviços como cabeleireiro e compras em lojas de grife, classificados como despesas pessoais do ex-presidente.

De acordo com a apuração, nenhum órgão do São Paulo solicitou prestação de contas referente aos gastos do cartão desde o início da gestão de Casares, porque não havia uma política que obrigasse a devolução em prazo determinado.

Falta de regras e medidas adotadas

Somente depois da devolução do valor o diretor de compliance, Roberto Armelin, criou uma diretriz específica para o uso dos cartões corporativos, segundo o relatório.

Em nota, o clube informou que “o departamento financeiro detectou a necessidade de um aprimoramento no processo de acompanhamento” das despesas e confirmou que o setor compliance pediu a “elaboração de uma nova política para o uso dos cartões”. O São Paulo também afirmou que Casares devolveu o valor gasto “com adição de juros e correção monetária”.

Pressões internas e outras apurações

Fontes internas disseram que o Código de Ética e Conduta do clube já traria orientação para uso consciente do cartão, porém a falta de fiscalização e cobrança pelo diretor financeiro, Sergio Pimenta, gerou desconforto em alas do clube.

O relatório aparece em meio a outras investigações, e a reportagem lembra que, “Ao mesmo tempo em que o São Paulo realizou saques de R$ 11 milhões na boca do caixa, o ex-presidente recebeu depósitos de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo”.

Além do caso do cartão corporativo, inquéritos apuram uso irregular de espaços do clube, como o camarote 3A no Morumbi, e cobranças supostamente irregulares a concessionários, todos pontos que mantêm a administração do São Paulo sob escrutínio.

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