No Maião, derrota por 3 a 0 com gols de Lucas Mugni, Alesson e José Aldo evidencia a fragilidade do São Paulo em campo, enquanto a crise administrativa e a iminência do impeachment de Júlio Casares ampliam a pressão sobre o clube
O São Paulo estreou no Paulistão de 2026 com uma derrota clara, e a noite em Mirassol mostrou que os problemas do clube seguem além das quatro linhas.
Em campo, o time foi presa fácil para um Mirassol mais organizado, que contou com reforços e manteve o técnico responsável pela boa temporada passada.
O resultado, e o contexto político no clube, deixam a torcida apreensiva sobre o que pode vir pela frente, conforme informação divulgada pela fonte.
Como foi a partida
O Mirassol dominou sobretudo o primeiro tempo, e abriu o placar cedo. O meia argentino Lucas Mugni marcou aos seis minutos, aproveitando rebote de chute de Shaylon. Aos 19 minutos, o atacante Alesson ampliou, com um cruzamento rasteiro que desviou em Alan Franco e entrou, resultado de marcação muito frágil do São Paulo.
Na etapa final, o Mirassol administrou a vantagem sem correr riscos e ainda ampliou no fim, com José Aldo. Apesar de o São Paulo ter finalizado mais e tentado maior volume de jogo, nunca controlou as ações nem esteve perto de dominar os anfitriões.
Contexto fora de campo e impacto interno
Envolvido em crise administrativa e política e a dias de votar o impeachment do presidente Júlio Casares, investigado pela Polícia Civil por desvio de dinheiro, o São Paulo começou 2026 como terminou o ano passado, mal. A derrota aumenta o temor de que os problemas extracampo respinguem na temporada.
O técnico Hernán Crespo segue sob pressão, e a combinação de instabilidade na gestão e rendimento ruim no gramado alimenta o pessimismo entre são-paulinos.
Reação do Mirassol e reforços
O Mirassol, que sofreu desmanche no elenco, contratou 11 novos atletas para 2026 e manteve o técnico Rafael Guanaes, um dos responsáveis pela temporada de 2025. O treinador usou boa parte dos reforços, e a equipe do interior se mostrou hoje superior ao São Paulo em organização tática e execução.
Mesmo sem fazer seu melhor jogo, o Mirassol foi eficiente, e teve ainda um momento de reduzir o ritmo no segundo tempo, possivelmente pelo início de temporada, mas não abriu espaço para a reação são-paulina.
Ficha técnica
MIRASSOL 3 X 0 SÃO PAULO
MIRASSOL: Walter; Daniel Borges, Luiz Otávio, João Victor e Reinaldo; Yuri Lara; Neto Moura (Yuri Lara), José Aldo e Lucas Mugni (Galeano); Shaylon (Eduardo), Alesson (Carlos Eduardo) e André Luis (Renato Marques). Técnico: Rafael Guanaes.
SÃO PAULO: Rafael; Ferraresi, Alan Franco e Sabino; Cedric Soares (Maik), Bobadilla, Marcos Antonio, Alisson (Danielzinho) e Nicolas (Ferreira); Tapia (Lucas Moura) e Luciano (Lucca). Técnico: Hernán Crespo.
GOLS: Lucas Mugni, aos 6, Alesson, aos 19 do 1ºT; José Aldo, aos 43 do 2ºT.
ÁRBITRO: Matheus Delgado Candançan.
CARTÕES AMARELOS: Neto Moura, Ferraresi.
CARTÃO VERMELHO: Maik.
PÚBLICO: 8.167 torcedores
RENDA: R$ 394.060,00
LOCAL: Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol
O São Paulo volta a campo na quinta-feira, às 21h45, contra o São Bernardo, um dia antes da votação do processo de impeachment de Casares. O Mirassol visita o Primavera em Indaiatuba na quarta-feira, às 19h.
Para a torcida são-paulina, a combinação de derrota, números e instabilidade política aumenta a ansiedade por respostas rápidas, e o clube precisa reagir rápido para evitar que a temporada se torne ainda mais difícil.
