Saída de Sérgio Papellin altera estrutura do futebol do Fortaleza, deixa Marcelo Boeck como único remanescente da antiga cúpula e provoca nova reestruturação interna
Sérgio Papellin pediu desligamento do cargo de diretor de futebol do Fortaleza após o rebaixamento do clube para a Série B, em movimento que reorganiza a gestão tricolor.
Com a saída de Papellin, Marcelo Boeck, assessor executivo de futebol, passa a ser o único remanescente da antiga cúpula responsável pelo departamento de futebol do Fortaleza.
O dirigente havia reassumido o cargo em maio de 2025, depois que o clube pagou a multa rescisória referente ao contrato do dirigente com o Remo, onde ele teve participação direta no processo de reconstrução azulina, conforme informação divulgada pelo O Liberal.
Saída e consequências imediatas
A decisão de Sérgio Papellin ocorre em um momento de mudanças aceleradas no Fortaleza, depois de alterações que já envolveram saídas e demissões de nomes da diretoria. O clube vive fase de reestruturação administrativa e técnica após o rebaixamento.
Além de Papellin, o Fortaleza perdeu recentemente outros dirigentes importantes, entre eles o CEO Marcelo Paz e o supervisor de futebol Júlio Manso, que deixaram o clube para assumir funções no Corinthians. O gerente de futebol Daniel de Paula e o diretor Alex Santiago foram desligados ainda durante a temporada passada, segundo apuração do O Liberal.
Trajetória e principais conquistas de Papellin
Sérgio Papellin é figura conhecida no futebol nordestino e paraense, com passagem extensa pelo Fortaleza. Conforme o levantamento presente na reportagem, “Sérgio Papellin teve quatro passagens pelo clube nordestino. Ao longo desse período, conquistou 13 títulos e participou de campanhas históricas, exercendo funções executivas entre 2004 e 2023.”
Fora do Tricolor, Papellin também é lembrado por trabalhos no futebol paraense. Ele teve sua primeira passagem pelo Remo em 2008, retornou a Belém em 2014 para atuar como executivo no Paysandu e participou da montagem do elenco que conquistou o acesso à Série B.
Na temporada 2024, ele voltou ao Remo a pedido da direção do clube, conquistou um título estadual e ajudou no acesso à Série B, além de integrar a trajetória que levou o Leão Azul de volta à Série A em 2025.
Relação com o Remo e movimentações no mercado
Papellin havia deixado o Fortaleza em 2024 para acertar com o Remo, e o retorno ao Tricolor em maio de 2025 só foi possível depois do pagamento da multa rescisória ao clube paraense. No Remo, ele teve papel central na montagem de elencos que alcançaram acessos e títulos.
Após a saída de Papellin do Remo, o clube agiu rápido e contratou o executivo Marcos Braz, conhecido por sua participação no futebol do Flamengo. Braz seguiu no Leão Azul e também foi apontado como peça importante na conquista do acesso.
O que vem pela frente para o Fortaleza
Com a saída de mais um dirigente de peso, o Fortaleza deverá buscar uma reestruturação do departamento de futebol, com impacto direto nas decisões sobre o elenco e na montagem do time para a disputa da Série B. A manutenção de Marcelo Boeck no quadro executivo será um ponto de estabilidade em meio às mudanças.
Fontes ligadas às negociações afirmam que o clube avalia nomes e formatos para recompor a diretoria e ajustar o planejamento esportivo, com foco em retorno rápido à elite nacional, segundo informações divulgadas pelo O Liberal.
