Com a decisão do Tribunal de Justiça do Pará, o clube ganha um período de estabilidade de 180 dias para estruturar um plano de pagamento, sem execuções ou penhoras
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará deferiu o pedido de Recuperação Judicial do Paysandu e determinou a suspensão de todas as execuções de dívidas contra o clube por 180 dias, período conhecido como stay period.
Na prática, durante esse intervalo, credores não podem promover bloqueios de contas, penhoras ou outros atos de constrição patrimonial que possam comprometer o funcionamento do clube.
Com um passivo declarado de R$ 16,7 milhões, a medida busca dar um fôlego para a reorganização financeira do Paysandu, especialmente em um momento de disputa da Série C do Campeonato Brasileiro.
conforme informação divulgada pelo g1.
O que muda na prática
Durante a suspensão das dívidas do Paysandu, a principal mudança é a proibição de ações executórias que retirem liquidez do clube, como bloqueios bancários e penhoras, ações que normalmente poderiam paralisar operações do departamento de futebol.
O stay period funciona como um período de proteção, permitindo que a diretoria administre pagamentos essenciais, negocie fornecedores e mantenha a rotina mínima do time sem a pressão imediata de credores.
Mesmo com a proteção temporária, credores continuam com créditos reconhecidos, o que significa que as dívidas não desaparecem, elas ficam sujeitas ao plano de recuperação que será apresentado.
Prazos, apresentação do plano e riscos
O clube tem até 60 dias para protocolar seu plano de recuperação judicial, detalhando prazos, eventuais carências e condições de pagamento aos credores.
Após a entrega do plano, o documento será submetido à Assembleia Geral de Credores, e se aprovado, passa a regular a reestruturação financeira do clube.
Se o plano for rejeitado ou descumprido, a legislação prevê a possibilidade de decretação de falência, por isso a negociação e o detalhamento das condições são etapas decisivas.
Impactos e situações em andamento
Além da recuperação judicial, o clube lida com ações individuais, como o processo aberto por Luizinho Lopes, que cobra R$ 350 mil, caso que já foi comunicado ao departamento jurídico do Paysandu.
A suspensão das dívidas do Paysandu oferece um prazo para organizar as finanças e buscar acordos, porém o sucesso dependerá da capacidade do clube em apresentar um plano viável e da aceitação pelos credores.
