Juan Pablo Vojvoda lamentou a incapacidade de “matar” o jogo, pediu mais eficiência ofensiva e saiu em defesa de peças questionadas, enquanto mira ajustes para as próximas partidas
Vojvoda colocou na conta da derrota a falta de aproveitamento nas chances criadas, e cobrou mais efetividade do ataque do Santos para os próximos compromissos.
O técnico também explicou a mudança tática no fim, com linha de cinco, e justificou substituições que foram alvo de críticas da torcida.
As declarações foram coletadas após a derrota por 2 a 1 para o Athletico-PR, conforme informações divulgadas pelo técnico Juan Pablo Vojvoda após o jogo.
Cobrança pela efetividade
Vojvoda avaliou a partida como equilibrada na Arena da Baixada, e resumiu o problema do time na frente, com foco na necessidade de finalizar melhor. Segundo ele, “Tem de saber matar esse tipo de jogo, ter a efetividade que não encontramos. Se não tem efetividade, tem de fechar o jogo”, frase que sintetiza a preocupação com a transição entre criar chances e concretizá-las.
O treinador afirmou que trabalhou para ter alternativas no ataque, citando a troca por atacantes rápidos no final, mas lamentou que mesmo com essa estratégia o time não conseguiu definir a partida.
Defesa aos jogadores questionados
Questionado sobre nomes que não renderam o esperado, Vojvoda preferiu falar do coletivo, e defendeu peças que receberam críticas da torcida. Ele disse, textualmente, “Não é legal responder de jogadores específicos, tenho de defendê-los e falar como equipe, Ganhamos e perdemos todos”.
Sobre Lautaro Díaz, que entrou por poucos minutos, o técnico afirmou, “Lautaro jogou somente sete minutos, o coloquei, assim como Moisés, para buscarmos a vitória.” A entrada de João Basso também foi justificada, com Vojvoda lembrando que, “Cometemos uma sequência de erros no gol (segundo) e tenho de ser justo (com Basso). Não analisamos a história dele (no jogo) e sim a partida de hoje.”
Estratégia, ajustes e próximos jogos
Sobre a opção por fechar o jogo com três defensores, o técnico explicou que a ideia era proteger o resultado e manter opções de contra-ataque. “Tivemos 90 minutos para ganhar e tivemos possibilidades, coloco linha de cinco para fechar no fim com dois atacantes rápidos na frente. Eles atacavam e a gente contra-atacava, ia lá também. Foi minha estratégia.”
Vojvoda admitiu que é preciso corrigir detalhes, especialmente no início e no final das partidas, e pediu atenção, “Temos de corrigir algumas coisas, ter atenção nos minutos do começo e do fim, com concentração, estar ligado do primeiro segundo ao último de jogo.”
Para tentar aumentar a efetividade do ataque do Santos, o treinador aposta na volta de nomes de peso para a sequência, citando a expectativa de contar com Gabigol diante do Velo Clube, o uso de Moisés reforçado pelas características desejadas, e a confiança em Neymar como grande esperança para fazer a engrenagem ofensiva funcionar.
